Revoluções por minuto
31/10/03“Revolutions” é o fim e o começo.
Pronto, usei uma frase pseudo-filosófica para definir o filme.
A platéia saiu atordoada da exibição para a Imprensa, hoje em São Paulo.
A partir de quarta que vem é a sua vez…
“Revolutions” é o fim e o começo.
Pronto, usei uma frase pseudo-filosófica para definir o filme.
A platéia saiu atordoada da exibição para a Imprensa, hoje em São Paulo.
A partir de quarta que vem é a sua vez…
Eu tive o gostinho pouco mais de uma semana atrás de ser deportado sumariamente dos Estados Unidos. Agora foi a vez de uma britânica saber o que que a imigração americana tem.
A nova vítima se chama Rachael Bletchly e passou o pão que o diabo amassou nas mãos da imigração de Los Angeles. Foram 26 horas (eu passei 14) nas mãos dos truculentos agentes. E sabe-se lá por que ela foi até algemada. A World Association of Newspapers e o World Editors Forum estão pedindo para a imigração americana maneirar… (leia artigo em inglês)
Quando estávamos na simpática sala de detenção, eu e o Luís Antonio Giron (da revista Época) encontramos um el salvadorenho que fora algemado e ficara em uma sala com 18 outros estrangeiros. O homem, que se chamava Jose, estava há três dias em poder da “migra”. Quando ele foi embora, o Giron mandou um “vai com Deus” e eu posso jurar que vi medo nos olhos do homem. Como os agentes mentem o tempo todo, ele não sabia se ia mesmo voltar pra casa.
Não adianta. Gente que faz comentários grosseiros e não assina nem coloca e-mail não tem vez aqui. Será banido(a) e terá os comentários apagados inapelavelmente.
Não vou perder mais tempo com isso. Próximo assunto.
O canal Warner estréia em novembro a nova série do Tarzan, que já está sendo exibida nos EUA há um mês, mais ou menos.
Em vez de ambientada nas selvas, como de costume, o novo seriado acontece na selva de concreto de Manhattan. A idéia é promissora, mas, a julgar pelo piloto, a coisa fica um pouco romântica e melosa demais.
Tarzan é John Clayton, um garoto que foi dado como morto ao lado do pai e da mãe em um acidente na selva cerca de 20 anos atrás. Só que ele sobreviveu e foi descoberto pelo seu tio, o milionário Richard Clayton, o dono das indústrias Greystoke.
A dinâmica da série nesse primeiro momento é a ligação entre Tarzan e a policial Jane Porter. Ela o descobre por acaso e os dois se apaixonam automaticamente. Nos próximos episódios, ela e ele vão desvendar casos perigosos juntos, enquanto pedaços de seu passado vão sendo revelados.
O que irrita nessas séries é a profusão de músicas-baladinhas de bandas de adolescentes. Pior do que isso: as músicas se repetem em diversas séries diferentes, criando a sensação de deja vu.
Bom. Antes de dizer se Tarzan é mesmo algo decente ou uma sonora porcaria, vou precisar ver mais alguns episódios. Como está eu posso dizer que não é uma droga, não. Mas não me fisgou, ou seja, não vou ficar acompanhando interessado todas as semanas.
Pouco mais de uma semana atrás eu fui retido pela imigração americana, interrogado, tratado como criminoso e, ao lado do meu colega Giron, da revista Época, mandado de volta ao Brasil. Foi uma, digamos, execução sumária. Fomos presos, julgados sem direito a advogado e tivemos a sentença executada: ser enviados de volta ao Brasil.
O assunto foi relatado em uma reportagem no Diário de São Paulo e na revista Época desta semana. Deixo o link para a reportagem do Diário. Quando eu tiver o da Época, coloco aqui também.
Fiz um seguro residencial justamente de olho no atendimento 24 horas no qual, em tese, eles mandam eletricistas e encanadores na sua casa para fazer consertos. Eis o que acontece quando eu peço socorro pela primeira vez:
- Atendimento 24 Horas Citibank, senhor, boa tarde.
- Olá, eu pedi um encanador umas três horas atrás e até agora não recebi nem uma ligação para me dizer se e quando eu vou ser atendido. - Ela confirma meu nome e sobrenome e:
- Ah, sim, A atendente Sheila passou esse caso para mim. Eu estou tentando contactar um encanador, mas está difícil, senhor.
- Hummmm. Por quê?
- Porque hoje é sábado, senhor.
- Então eu não vou ser atendido hoje?
- Está difícil, senhor.
- Mas esse serviço não é 24 horas?
- É sim senhor, estamos aqui para atendê-lo 24 horas por dia.
- Claro, mas não têm pessoas a postos para atender 24 horas, né?
- …
- Bom. Não vou conseguir atendimento hoje. E amanhã, pode ser?
- Senhor. Se está difícil hoje, amanhã vai ser mais complicado…
- Peraí. Você está falando sério?
- Eu estou tentando atendê-lo, senhor. O senhor por acaso sabe de algum encanador nas proximidades? Aí nós poderíamos contactá-lo e…
- Errrr… Você está me pedindo para te arrumar um encanador para que ele venha me atender?(!!)
- Não senhor, não é isso, é que… O senhor não conhece algum encanador não?
- Claro que não. Se eu conhecesse, não tinha ligado para vocês. Olha. Deixa para lá. É a primeira vez que eu estou usando esse serviço e já vi que não funciona… Obrigado e boa tarde.
Ontem fui na coletiva do Leonard Nimoy, o ator que interpretou o senhor Spock na série Jornada nas Estrelas. Não sou fã apaixonado, não. Gostava da sério quando era moleque. Depois, passei a achar chatiiiinha. Devo ter visto todos os episódios da série clássica e todos os filmes para o cinema, mas não vi quase nada das séries novas desde a década de 80, Nova Geração, Deep Space 9, Voyager e agora Enterprise.
Eventos como esse têm tudo para ser um mico só. Primeiro porque estão cheios de fãs disfarçados de jornalistas. Então, cada pergunta ao ator era precedida de um salamaleque do tipo “obrigado, é uma honra recebê-lo no Brasil” ou “o senhor inspirou minha vida e carreira”. Um saco.
Na coletiva do Samuel L. Jackson, no Copacabana Palace, aconteceu coisa parecida. Um monte de chatos que em vez de fazer perguntas sérias e pertinentes ficava babando o ovo do ator.
Pior do que os pseudo-jornalistas presentes a esses eventos só para babar ovo, só mesmo os assessores de quinta categoria que ficam fazendo tudo para evitar que alguma coisa interessante saia do encontro. Eu ainda vou falar com muito carinho dos assessores de imprensa que eu ando conhecendo nessa vida.
Mas, como eu ia dizendo, lá estava o Leonard Nimoy bem-humorado respondendo a todas as perguntas educadamente. Ele se saiu muito bem. Foi simpático, engraçado, nunca respondia com frases curtas e demonstrou um nível cultural e intelectual acima da média.
Sua mulher, presente ao encontro com a imprensa, era muito bem humorada também. Quando ele respondeu o que tinha em comum com seu personagem, o Spock, ela o interrompeu e gritou de lá do fundo da sala: “Ambos são terrivelmente sensuais!!!!”, arrancando risos da platéia.
Ele não se fez de rogado e, quando perguntado se ainda pretendia atuar ou dirigir, disparou: “Não. Isso me toma muito tempo. E como vocês já viram, eu tenho que trabalhar duro para manter minha reputação com a minha mulher”. Mandou bem!
A Folha publicou uma entrevista hoje, mas, por conta do espaço limitado do jornal, foi muito cortada e ficou curta. O Omelete mostra a mesma conversa, só que completinha da silva. Leia lá.
Só para terminar, uma coisa chamou a minha atenção. Uma prova do carisma e bom humor do cara foi que, ao meu lado, uma jornalista que não conhecia muito bem nem o personagem nem a série ficou encantada. “Ele é um velhinho fofinho, hein?”, disse. Só então me caiu a ficha. Para ela, Nimoy era só um senhor de 72 anos. Para os fãs que invadiram o evento, ele é imortal.
Chegou minha caixinha com a trilogia do Indiana Jones.
Enquanto um monte de gente adora Star Wars, eu cresci embalado pelas aventuras do Dr. Jones e de Marty McFly, de “De Volta para o Futuro”.
Então posso dizer que dois dos meus grandes sonhos de consumo estão guardadinhos na minha estante.
Eu juro que se eu fosse rei por um dia ia instituir uma lei rigorosíssima: quem quer que imitasse o Silvio Santos por um minuto que fosse no trabalho, no rádio, na TV, ao telefone na Internet e em quaisquer meios de comunicação existentes ou que venham a existir seria morto, destroçado, fuzilado, enforcado em praça pública.
Eu não aguento mais essas figuras que se acham imitadores hábeis porque fazem algo que lembra o homem do sorriso.
Todo programa de rádio que se acha humorístico tem uma imitação do Silvio Santos que é sempre a mesma babaquice de ver o cara tratando mal um esparro. É muita falta de imaginação, Lombardi.
Torçam para que eu não vire rei. Porque se eu virar, cabeças vão rolar…
As editoras notificaram a galera do Immateria e do Rapadura para que parassem de publicar scans de gibis.
Resolvi desenvolver o assunto na minha colunda do Sobrecarga. Dá uma olhada lá.