Arquivo de 08/2003

Problemas com a Somlivre

22/08/03

EU já fiz compra nas Amazon americana e inglesa, no Submarino, na Americanas e em mais algumas lojas virtuais menores.

Mas me arrependi amargamente de ter comprado um DVD na Somlivre…

Vejamos. Pedi “Intriga Internacional”. A entrega do DVD estava prevista para SETE dias. Este número já é um absurdo se comparado a qualquer outra loja virtual brasileira, mas vá lá. Vamos dar uma chance.

O problema é que o DVD demorou três semanas para chegar. Três SEMANAS.

Ah sim. Eles me avisaram que isso ia acontecer. No dia em que a encomenda deveria chegar, eu recebi um e-mail me dizendo que ia atrasar e que, para compensar este aborrecimento, eu tinha ganho um desconto de R$ 5 em qualquer compra acima de R$ 30. Ah bom. Que lagal… Eles nem conseguiram me entregar a primeira compra que eu fiz com eles e já estão tentando me arrancar mais dinheiro com essa promoção fajuta?

Bom. Eu ignorei a promoção e, com a chegada do DVD, fui feliz e contente assistir ao filme. Mas não deu. O DVD estava com defeito.

Agora atente para o procedimento de troca. Eles vão mandar outro DVD, eu vou recebê-lo e colocar o defeituoso nessa mesma caixa. E vc acha que o próprio entregador vai levar o DVD de volta, por exemplo? Claro que não. Euzinho vou ter que ir até um correio e pagar a postagem para devolver o DVD!!!!! Ah! E tem mais. Já faz três semanas que eu pedi a troca.

Alguém aí acha que eu vou comprar alguma outra coisa na Somlivre?

Atualização: Ao menos eu não vou precisar pagar a postagem da devolução. Mas, para isso, eu preciso encontrar uma loja do correio que não seja franqueada e usar um papelzinho que virá, um dia, quem sabe, com o DVD de reposição. O atendimento deles diz que o DVD se esgotou e, por isso, eu não recebi nem vento até agora. Eu mereço…

Minha vida de cachorro

22/08/03

Eu adoro bichinhos. Não tenho distinção, não. Pode ser gato, cachorro, ratinho, qualquer coisa. Vai daí que uma coisa legal que aconteceu na Internet de uns tempos para cá foi a criação de comunidades que adoram os bichanos e lutam para arrumar donos responsáveis para cada bichinho que encontram perdido por aí.

O problema é quando esses e-mails viram narrativas em primeira pessoa com veleidades literárias. Aí eu não consigo aturar. É um tal de e-mail contando as aventuras do cachorrinho, falando de como ele foi maltratado e de como ele adora carinho na pancinha e coisa e tal.

Esses eu deleto!

Os desocupados atacam de novo

19/08/03

O spam com vírus da vez usa como tema a campanha Criança Esperança. Eu recebi esta joça hoje de tarde e avisei algumas pessoas do truque. Como de costume, se você clicar no link do formulário, vai colocar em ação um arquivo executável que fará sabe-se lá o quê com seu HD ou então vai oferecer seus dados bancários a algum espertalhão…

Eu não consigo achar graça nisso…

Essas empresas telefônicas que funcionam a manivela

19/08/03

Como eu disse mais embaixo, comprei um celular novo. É um modelo da Tim de uma promoção na qual você leva o aparelho de graça. Meu senso de oportunidade não resistiu. Comprei a joça.

Mas eis que hoje resolvi ao menos ver como funciona esse negócio de baixar musiquinhas no site da Tim. Ver como é mesmo. Por curiosidade. Já que eles cobram R$ 1,99 por cada música que você copia de lá!!!!! (peraí, deixa eu colocar mais !!!!!!!) Ah! E se você baixar o hino de um clube, paga R$ 2,99!!! (e mais !!!!!!!!!!!!).

Fala sério. Mas, por curiosidade, como eu disse, resolvi me cadastrar e testar a brincadeira. Navego pra lá e pra cá e, para configurar e escolher a música preciso trocar um monte de mensagens com o serviço automatizado. Quando finalmente escolho a musiquinha, descubro que o cadastramento que eu fiz não é suficiente. Preciso entra no site timnet e me cadastrar.

Lá fui eu de noite, em casa. E descobri que meu celular não está cadastrado onde quer lá que ele devia estar cadastrado. Como assim? Eu comprei o aparelho na sexta. Ele funciona, está recebendo e mandando chamadas. Três dias depois, em pleno século 21 meu aparelho ainda não foi cadastrado?

Aí, resolvi ligar para o número de atendimento. E você sabe como são essas centrais de atendimento ao cliente. Todas são um lixo. Eu liguei quatro vezes e a ligação caiu quando eu esperava pelo operador me atender.

Aí, quando eu consegui, o operador me avisou que eu não estou cadastrado e que devo esperar mais três dias. Sério. Três.

Espero que isso signifique que eu não vou receber conta este mês…

Caretice geral

18/08/03

Eu li na “Veja” que flash mob é coisa dessa juventude sem cérebro e fiquei pensando o mundo de significados que essa definição nos apresenta a respeito do perfil da revista.

A “Veja” está velha. Porque fazer esse tipo de definição em uma revista semanal jornalística é coisa de gente que viu o tempo passar e não se atualizou. A carga de saudosismo, de “ahhh, meux têeempox”, está tão grande e tão clara que dá até medo.

Eu li em uns blogs (entre eles o sempre engraçado, sempre ótimo e sempre ranzinza Rafa) que flash mob brasileiro é uma babaquice. É coisa de colonizado.

Discordo. Em tempos de internet, aqui ou lá uma idéia copiada é só uma idéia copiada. Aliás, idéias como essa foram criadas para isso mesmo. São virus. São memes. Foram feitas para chamar a atenção, grudar, se espalhar. Toda idéia quer fazer isso, mas darwinisticamente, nem todas conseguem.

Estamos ficando caretas que nem a Veja, ranzinzas que nem o Rafa (sem ser engraçados que nem ele). Deixem as pessoas fazerem seus flash mobs. Deixem para lá que os exibicionistas chamaram os jornais. Ora bolas, flash mob é exibicionismo puro. É divertido. Quanto mais divertido for, mais vai se espalhar. Essa é a idéia.

Só não me chamem para pagar esse mico… ;-)

Gaiman brinca com os ícones da Marvel

18/08/03

Ultimamente, as decepções com albuns badalados têm sido grandes. Mas quando eu li que Neal Gaiman, a mente por trás do clássico contemporâneo “Sandman”, ia fazer seu primeiro trabalho para a Marvel e, ainda por cima, brincando com os maiores heróis da editora, fiquei curioso para ver se um dos melhores e mais regulares autores de HQs dos últimos 20 anos nãi ir pisar na bola.

Mas até aqui ele parece ter acertado e estar com tudo sob controle…

Digo isso porque eu lembro bem do que aconteceu quando Frank Miller lançou a continuação de Cavaleiro das Trevas. A expectativa era enorme. Do anúncio ao lançamento se foram mais de dois anos. No entanto, o número 1 era irregular, mas promissor. O pior defeito ali, ainda era a cor horrorosa de Lynn Varley, que parecia uma estagiária descobrindo o Photoshop. Uma vergonha.

No número 2, no entanto, Lynn Varley ficou mais tímida e foi Miller quem perdeu o rumo completamente. O efeito foi tão devastador, que ele levou meses tentanto reescrever e consertar a besteira que tinha feito e atrasou a entrega do número três em inacreditáveis quatro meses. Pior. No lançamento do primeiro número, recorde de vendas para a época, Miller contou vantagem e disse que estava pensando em criar uma revista mensal com aquele tema e personagens. Acho que ele devia estar querendo comprar uma casa, ou então estava atolado em muitas dívidas por conta da crise do mercado de HQs, sei lá. O resultado foi decepcionante e ele, felizmente, nunca mais tocou no assunto. A besteira que ele fez foi tão grande que nem se fala em um Cavaleiro 3 ou alguma outra coisa do tipo.

Além disso, tem o superestimado “30 Dias de Noite”, do qual já falei abaixo… Mas eu me desviei do assunto principal. A promissora série da qual estou falando é “1602″. O nome da revista vem do o ano em que toda a ação acontece. Em vez da Manhattan coalhada de super-heróis que se tornou uma das marcas da Marvel, a ação se transporta para uma certa Ilha chamada Inglaterra.

Todos os personagens importantes ganharam versões na pele de figuras daquele tempo. Assim, Fury é um agente da adoentada rainha, o Dr. Estranho é o conselheiro e consultor para assuntos mágicos, o Demolidor é um bardo cego que trabalha como espião para Fury e os X-Men são tidos como bruxos caçados pela inquisição.

O primeiro número apenas introduz os personagens e os conflitos que se anunciam, uma espécie de apocalipse e a luta de grupos antagônicos por um objeto de enorme poder que está sendo levado para a Inglaterra. Claro que Victor Von Doom está na briga…

Tudo parece funcionar muito bem, ao contrátrio da masturbação auto-indulgente que foi Caveleiro 2. A arte de Andy Kubert está soberba, como sempre, e as cores dão mesmo o clima de uma época a luz de velas. Serão 9 números. Vou aguardar um por um ansiosamente.

Celular novo

17/08/03

Comprar aparelho novo é legal, mas tem os contras. Como todos são incompatíveis entre si, você não pode simplesmente exportar sua lista de telefones de um para outro. Então, fico olhando todos os telefones e anotações do aparelho velho e redigitando no novo.

Por que a troca? Simples. No outro dia, passei um enorme perrengue porque meu telefone estava sem bateria e sem crédito. E lá mesmo prometi que ia mudar meu telefone de cartão para pós-pago de novo, para nunca mais me ver numa situação como aquela.

Aí, quando eu fui ver quanto custava uma bateria e vi que a Tim estava com aquela promoção do aparelho por R$ 1 e assinatura de 500 minutos, resolvi fazer a mudança, já que, na hora que eu voltasse a ter uma linha pós paga eu mudaria o número novamente. Saiu mais barato do que uma bateria e eu ganhei um telefonezinho mais novo. Além do mais, preciso muito do celular por conta do meu trabalho e estava sempre me sentindo capenga porque resolvi economizar na conta. Pois eu economizo em outras coisas e fico com o telefone pós-pago que é prático. Nunca fui um grande gastador de telefone mesmo.

Uh-la-lá!

16/08/03

Mesmo quando os assuntos não são tão intrigantes (o que está se tornando cada vez mais comum de uns anos para cá…), as capas da Wired ainda são no mínimo lindas. Ô diretorzinho de arte bom, sô.

Essa aí fala dos diamantes sintéticos e como eles vão revolucionar a informática.

Mas alguém está interessado nos diamantes?! :-O

Mas é sério. Houve um tempo em que eu comprava a Wired todos os meses e quando não tinha dinheiro para tanto, ficava lendo a revista no ótimo site que tem todos os exemplares em formato digital. Só que nos últimos anos a Wired caiu na mesmice, entrou nos esquemões e até embarca nas blitzkriegs de mídia para divulgar este ou aquele discou ou filme. É uma pena. Virou mais uma revista.

“30 Dias” é um horror

16/08/03

Sinto dizer, mas a novela gráfica que eu estava ansioso pra ler é bem fraquinha.

Eu recebi “30 Dias de Noite”, editado pela Devir no Brasil, com toda a boa vontade. Eles capricharam na edição, com um papel bacana e impressão de boa qualidade.

O livro é um sucesso de vendas. Em uma semana o estoque esgotou no Brasil e era dificílimo encontrá-lo por aqui.

O que vale ali é a premissa: um casal de policiais que cuida de uma pequena cidade no Alasca prepara-se para a noite de novembro que dura 30 dias. Eles até assistem ao último pôr do sol juntos, romanticamente. Enquanto isso, um grupo de vampiros se prepara para invadir a cidade durante o período da noite de 30 dias. Durante esse tempo, eles seriam invencíveis e os humanos, presas fáceis.

O início é promissor, mas a história começa a introduzir personagens coadjuvantes sem explicar de onde eles vieram nem para onde eles vão. Tudo o que acontece em um ritmo de suspense, se perde e vira uma correria só nas páginas seguintes. E o título do livro, que faz presumir que você verá os seres humanos em uma desesperada e desgastante luta pela sobrevivência, é uma enganação, porque tudo se resolve no espaço de algumas horas.

Quero dizer. Parecem ser algumas horas. Da forma como está estruturado, as passagens de tempo se perdem completamente. Você não sabe mais se as coisas estão acontecendo há duas horas ou há uma semana. Tanto faz.

Além disso, a arte pretensiosa só piora a situação. Eu amo trabalhos pintados, mas quando você precisa decifrar o que está acontecendo na cena, é como assistir a um filme que foi feito com todas as especificações de iluminação erradas. Ou seja, a arte se pôe entre você o ritmo e a história, incomoda.

O escritor Steve Niles virou um queridinho e vendeu diversos trabalhos seus para Hollywood, “30 Dias” incluído. Não vejo problemas, já que na meca do cinema eles usam as premissas e fazem coisas completamente diferentes com elas. Basta ver “A Liga dos Cavalheiros Extraordinários”… O pior que pode acontecer aqui é que, na mão de um roteirista bom de verdade, “30 Dias” pode acabar sendo uma HQ mediana que vai gerar um filmaço de terror, já que quem está cuidando da brincadeira é ninguém menos que Sam Raimi, de “A Morte do Demônio”. Já vai ter servido para alguma coisa.

Que nostalgia que nada

14/08/03

Eu estava montando um CD com desenhos animados do Homem-Aranha de diversas épocas e consegui aquele da década de 60 com a origem do personagem.

A melhor parte de ver esse tipo de coisa é sacar como o conceito de direção inexistia e os caras não tinham a menor vergonha de ficar reutilizando sequências do personagem se balançando em teias pela cidade. Para conseguir chegar aos 22 ou 23 minutos necessários para ocupar meia hora na programação de TV.

Comparado aos desenhos da década de 90 (que não eram uma maravilha, mas quebravam bem o galho) e aos novíssimos que a MTV está exibindo nos Estados Unidos, esses são mesmo só relíquias.

Mas antiguidade não é desculpa para ruindade. Eu tenho um DVD com os desenhos do Super-Homem dos irmãos Fleischer que é show de bola. Todos os desenhos da Warner Brothers que você ama, são anteriores. O que aconteceu no caso desse desenho do Aranha foi mesmo uma tentativa de arrumar uns trocados. Pediram um desenho animado e deram um orçamento ridículo pros caras. Se você olhar com atenção, vai notar que a arte é até caprichada, com alguns cenários alaborados e até poses do herói que lembram alguns dos seus bons momentos nos quadrinhos de Steve Ditko. Mas é só…