Caretice geral
Eu li na “Veja” que flash mob é coisa dessa juventude sem cérebro e fiquei pensando o mundo de significados que essa definição nos apresenta a respeito do perfil da revista.
A “Veja” está velha. Porque fazer esse tipo de definição em uma revista semanal jornalística é coisa de gente que viu o tempo passar e não se atualizou. A carga de saudosismo, de “ahhh, meux têeempox”, está tão grande e tão clara que dá até medo.
Eu li em uns blogs (entre eles o sempre engraçado, sempre ótimo e sempre ranzinza Rafa) que flash mob brasileiro é uma babaquice. É coisa de colonizado.
Discordo. Em tempos de internet, aqui ou lá uma idéia copiada é só uma idéia copiada. Aliás, idéias como essa foram criadas para isso mesmo. São virus. São memes. Foram feitas para chamar a atenção, grudar, se espalhar. Toda idéia quer fazer isso, mas darwinisticamente, nem todas conseguem.
Estamos ficando caretas que nem a Veja, ranzinzas que nem o Rafa (sem ser engraçados que nem ele). Deixem as pessoas fazerem seus flash mobs. Deixem para lá que os exibicionistas chamaram os jornais. Ora bolas, flash mob é exibicionismo puro. É divertido. Quanto mais divertido for, mais vai se espalhar. Essa é a idéia.
Só não me chamem para pagar esse mico… ![]()
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