Saia Justa
Eu sei que qualquer saia ficaria justa no Jô Soares, mas é que ontem, com a morte de Roberto Marinho, falar de uma coisa como, por exemplo, o minuto de silêncio, soou estranho. Esse é o problema de fazer um programa gravado e não estar disposto a virar o jogo e, por exemplo, fazer um especial no dia da morte do chefe, sei lá…
Ele contou que, nos idos da década de 70, ia fazer um quadro satirizando a censura em que ficaria um minuto com um esparadrapo na boca, sem falar nada em algum jornalístico da emissora. Só que Armando Nogueira, o chefão do jornalismo na época, disse que um minuto era muito tempo e que ninguém espera isso tudo.
Jô falou que, quando os jogadores de futebol fazem minuto de silêncio, nunca é um minuto e que, quando estão saudando um jogador, ficam quietos, mas quando é um dirigente o morto eles ficam loucos para jogar logo.
Em seguida quis mostrar todas as coisas que se faz em um minuto e colocou um cronômetro no telão. No decorrer daquele minuto, fez algumas palhaçadas e ainda pediu uma cervejinha para o garçom…
Nossa. Eu sei como isso é sutil. Mas pegou mal. Até porque a primeira entrevista do Jô na fase Globo foi justamente com o dono da emissora.
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