Arquivo de 07/2003

Mais do mesmo

28/07/03

Sou um modelo ultrapassado, diz o brutamontesTinha tudo pra dar errado.

A sinopse é IGUAL à do segundo filme, que era parecida com a do primeiro. James Cameron, o artífice dos episódios anteriores, não estava mais a bordo. Arnold Schwarzenegger não é mais aquele. E os efeitos já não surpreendem ninguém.

Mas, para minha absoluta surpresa, “O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas” é um filmaço de ação.

Veja bem. O diretor Jonathan Mostow tinha a mais espinhosa das tarefas. Ele era obrigado a manter algumas das estruturas dos dois primeiros filmes e ainda ia sofrer a comparação com o Cameron.

Só que Mostow, que trabalhou em um esquema quase independente, com financiamento vindo de investidores estrangeiros, teve toda a liberdade, carta branca e entrega um filme redondo. As cenas de ação são espetaculares, a trama é bem sacada, as atuações estão acima da média do que se vê nesses filmes e o ritmo é seguro. Ou seja: no que dependeu do diretor, ele não decepciona.

Para que esse filme funcionasse, era preciso uma coisa: avançar a história. E Mostow e seu roteirista não deixaram de fazer isso. Há diversos detalhes interessantíssimos que adicionam informações a essa mitologia e o final é um verdadeiro tributo ao gênero.

Agora, os produtores flexionam os músculos para seguir em frente com a mitologia. Mas para que exista um quarto filme ou uma série de TV, qualquer coisa do tipo, é necessário quebrar o molde repetitivo do robô que volta no tempo para matar. Isso se tornou uma prisão e já demonstra sinais de cansaço neste filme. Diabos, já dava pra notar o deja vu no segundo filme! Aliás, em alguns momentos de T3, você sente essa sensação de reprise, de mais do mesmo, e é a habilidade de Mostow na direção que sacode você na cadeira e te lembra que tem mais história pela frente.

Mas o que eu realmente gostei foi do subtexto do Schwarzenegger, o coroa, o ultrapassado, o astro de ação da década que se foi, tendo que enfrentar a mulher linda, independente e poderosa. Para tornar as coisas mais divertidas, ele ainda se dá ao trabalho de avisar que é um modelo ultrapassado e que não tem chance contra ela. E se isso tudo não bastasse, o filme ainda tem senso de humor, fazendo piadas com os personagens.

O problema é que o espectador médio que assiste a lixos de ação o tempo todo adora esse mais do mesmo. Resta saber se, sem uma trama como essa de robô contra robô e sem Schwarzenegger as pessoas vão se interessar em ir aos cinemas.

Ah, o café…

28/07/03

No cotidiano, vou confessar uma vergonha, eu faço café de cafeteira. Mas sempre que eu tenho tempo, faço no coador, direto na garrafa térmica. A cafeteira deixa o café com um gosto estranho alguns minutos depois.

Agora eu comprei um minicoador. Perfeito pra fazer o café forte que eu gosto direto na chícara. Nesse friozinho de hoje, é uma delícia.

Arghhhh!!

27/07/03

Minha noite de ontem foi tão ruim, tão ruim, tão péssima que eu não vou contar nada pra não lembrar!!

Toco cru pegando fogo

27/07/03

O jogo novo da Monte Cristo, Fire Department (nome que está no site, mas meu CD veio com o nome “Fire Chief”), coloca você no comando de um esquadrão de bombeiros.

Se há um profissão que é realmente heróica é a dos combatentes de incêndios. O formato de jogo é o mesmo dos X-Coms da vida, o que é bom. As estratégias de entrada e abordagem das situações são bem mais interessantes jogadas nesse formato.

Eu instalei pra ver qual era e fiquei impressionado com a qualidade e jogabilidade. Boa pedida quando sair por aqui.

Caipiras

26/07/03

Da coluna de Michael Ausiello, na TV Guide:

“A reporter follows up my question with a doozy: “At 8:30 pm on Thursday [this fall], you have a show that features masturbation, oral sex, discusses [a naughty sex act], and they do it in the bathroom when they get a condom. Is this appropriate television for America at 8:30 pm on a major network?” Zucker first clarifies that the show in question — Coupling — only airs at 8:30 pm in the Central time zone. And now for the spin: “We obviously feel that America is ready for this,” he says, adding that the UK-inspired comedy will not be all about sex, baby. “At the end of the day, it’s not going to survive if it doesn’t become about the relationships and the characters.”"

Traduzindo. Um jornalista gastou sua pergunta pro presidente do que corresponde a algo como a Rede Globo americana para perguntar se o seriado “Coupling”, uma comédia inglesa moderninha, é adequado para ser exibido no horário nobre americano. Ele está preocupadinho porque a série coloca assuntos como sexo, relacionamentos e masturbação em pleno horário nobre.

Eu estive nesse evento em 1999 e partilhei de outras conferências de imprensa com os americanos e posso atestar. São uns jornalistas muito caipiras e, em geral, bem fraquinhos. Mico total.

A necessidade de ser “experto”

26/07/03

Eu já falei de Diogo Mainardi aqui, mas acho que o texto se perdeu junto com os seis meses que se foram em um problema meses atrás.

Ele tenta ser o polemista do momento. E para o leitor médio, despolitizado e ignorante de “Veja” isso acaba funcionando. Mas basta ver o roteiro de idéia estápafúrdias do colunista para notar o quanto sua “polêmica” é calculada.

Está tão na cara, que eu chego a rir quando uma pessoa me diz que adora ou odeia o Mainardi. E eu conheço gente boa que gosta dele ou o odeia. Para mim não fede nem cheira, que nem um robozinho, sabe?

Daqui a pouco, se você se esforçar, basta imaginar o que está sendo assunto, uma unanimidade momentânea e esperar ele contrariar. Como não me dou a esse trabalho, nunca previ nada. Mas um dos que o amam ou o odeiam poderiam tentar. Garanto que o acerto seria grande.

A última pérola, feita para arrancar risos de quem o ama e irritar os patriotas mais ferrenhos é:

“Saddam Hussein foi o maior importador de armas fabricadas no Brasil. Por isso perdeu todas as guerras em que se meteu.”

A simplicidade infantil dessa afirmação é tão grosseira que só mesmo sendo muito inocente pra não perceber o quanto ele se debate pra fazer barulho. Pois dei minha contribuição para mais uma coluna vazia desse nosso polemista de tubo de ensaio. Pode amá-lo ou odiá-lo. Como ele é menor, isso não faz diferença nenhuma.

Fãs de Seinfeld, abram as carteiras

26/07/03

O Conca deu a dica.

Nenhum fã da melhor série de comédia da história da TV (se você não sabe, o nome é Seinfeld ;-) ) pode deixar de dar uma olhada nessa área do site da Digital Journalist dedoicado ao trabalho do fotógrafoDavid Hume Kennerly e, eventualmente, comprar o livro do cara na Barnes and Noble ou na Amazon.

O cara documentou os últimos dias da série do jeito que ele estava acostumado a fotografar campanhas eleitorais, por exemplo. Ele diz que a comparação é legítima, porque são pessoas vivendo grande pressão e sob o escrutínio do público. Maneiro.

Tome cuidado

26/07/03

A nVidia lançou uma atualização para drivers de suas placas. Eu instalei e… Agora ficou um inferno jogar Neverwinter Nights. A tela fica piscando o tempo todo. Um saco!!!!

Imagem e Separação

26/07/03

Eu sou um colecionador de jogos. Desde que vim morar em SP, minhas caixinhas com diversos produtos estão pegando poeira no armário, porque não tenho tantos amigos com disposição pra jogar Desafino, Imagem e Ação, War e outros jogos. Uma pena.

Mas eu adoro jogos de computador também. Sou um jogador assíduo de Neverwinter Nights e estou sempre testando jogos novos, até porque escrevo sobre eles na minha revista.

Então dei de cara com esta belezinha, o iSketch, uma versão online pro Imagem e Ação. O jogo é supimpa. Você entra em uma sala de chat e cada um dos jogadores, na sua vez, recebe uma palavra que tem que expressar por meio de desenhos, usando apenas o mouse e uma ferramenta tão simples quanto o Paint.

É viciante. Fica todo mundo desenhando e tentando descobrir a tal palavra. Quando alguém diz a palavra certa, o computador espera uns segundos e avisa que a palavra foi descoberta e dá uma chance dos outros descobrirem também. Quanto mais você demora, menos pontos ganha naquela rodada.

Vai lá tentar. Tem até sala para quem quer jogar em português. Muito, muito legal.

Palmer pode não ter morrido no final de “24 Horas”

26/07/03

Desculpa aê estragar a surpresa, mas um monte de pistas indica que Palmer não morreu naquela cena desesperadora do final do segundo ano de “24 Horas”.

No episódio, Palmer sofre um atentado com algum agente químico e a temporada conclui com ele caído no chão, sem ar. Como no fim do primeiro ano da sério Jack Bauer (Kiefer Sutherland) perdeu sua mulher em uma cena ainda mais perturbadora, era de se esperar que Palmer pudesse ter o mesmo destino.

Mas ele participou de todos os eventos de divulgação do terceiro ano da série, durante o movimentado TCa, o evento da associação de críticos dos EUA, e já foi visto em filmagens da série.

Então parece que “24 Horas” está rumando mesmo para seu canto de cisne. Os roteirista não estão tendo a coragem necessária de renovar e reinventar o programa. Eu estou pessimista em relação à qualidade do que vamos ver… Mas esses caras são muito bons e me surpreenderam antes. Então ainda há esperança.