Os novos titãs superpoderosos
As Meninas Superpoderosas fizeram um enorme sucesso copiando, melhor, parodiando, brincando com aquele jeito ajaponesado de fazer desenho animado. Elas eram fortes, decididas, mas, acima de tudo, fofinhas. Viraram ícones pop poderosas nos Estados Unidos e em suas colônias.
Agora, a Warner (dona da Turner, que é dona do Cartoon, que é dono das Meninas) lançou o desenho Os Novos Titãs, baseado nos quadrinhos homônimos da DC Comics. Nas HQs, eles eram formados por Robin, Mutano, Ravena, Ciborgue, Estelar e Moça-Maravilha, na escalação que virou mania nos anos 80, escrita por Marv Wolfman e desenhada pelo grande George Pérez. As histórias eram cheias de intrigas, romance e ação. E se levavam muito a sério.
O desenho, no entanto, segue um rumo completamente diferente. Eles sugam da mesma fonte das Meninas, os desenhos japoneses.
É uma mistura engraçada. Os designs seguem um pouco da linha que virou assinatura nos desenhos do Batman, do Super-Homem e da Liga da Justiça, todos de Bruce Tim. Ao mesmo tempo, copiam forte os cartoons de aventura japoneses, como foco na molecada mesmo.
O que eu gosto é que eles não têm vergonha disso. A musiquinha da apresentação (que dura uma eternidade) é infantilóide mesmo, os personagens estão sempre de uniforme e não estão sob a supervisão de nenhum adulto.
Eu vi que os fãs mais histéricos odiaram. Não odiei, não. Sò achei que não foi feito pra mim. É um desenho bobinho, com roteiros engraçadinhos e situações fofas. Do jeito que está, se encontrar sua audiência, pode até ser bom pra levar a molecada a provar um gibi uma hora ou outra.