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Seja bem-vindo. Este é o blog do jornalista Alexandre Maron. Aqui você vai encontrar textos sobre assuntos que vão de cultura pop a política, de religião a video games. Há também meu histórico profissional e meu portfolio. Conheça meus outros projetos.

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Sou um modelo ultrapassado, diz o brutamontesTinha tudo pra dar errado.

A sinopse é IGUAL à do segundo filme, que era parecida com a do primeiro. James Cameron, o artífice dos episódios anteriores, não estava mais a bordo. Arnold Schwarzenegger não é mais aquele. E os efeitos já não surpreendem ninguém.

Mas, para minha absoluta surpresa, “O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas” é um filmaço de ação.

Veja bem. O diretor Jonathan Mostow tinha a mais espinhosa das tarefas. Ele era obrigado a manter algumas das estruturas dos dois primeiros filmes e ainda ia sofrer a comparação com o Cameron.

Só que Mostow, que trabalhou em um esquema quase independente, com financiamento vindo de investidores estrangeiros, teve toda a liberdade, carta branca e entrega um filme redondo. As cenas de ação são espetaculares, a trama é bem sacada, as atuações estão acima da média do que se vê nesses filmes e o ritmo é seguro. Ou seja: no que dependeu do diretor, ele não decepciona.

Para que esse filme funcionasse, era preciso uma coisa: avançar a história. E Mostow e seu roteirista não deixaram de fazer isso. Há diversos detalhes interessantíssimos que adicionam informações a essa mitologia e o final é um verdadeiro tributo ao gênero.

Agora, os produtores flexionam os músculos para seguir em frente com a mitologia. Mas para que exista um quarto filme ou uma série de TV, qualquer coisa do tipo, é necessário quebrar o molde repetitivo do robô que volta no tempo para matar. Isso se tornou uma prisão e já demonstra sinais de cansaço neste filme. Diabos, já dava pra notar o deja vu no segundo filme! Aliás, em alguns momentos de T3, você sente essa sensação de reprise, de mais do mesmo, e é a habilidade de Mostow na direção que sacode você na cadeira e te lembra que tem mais história pela frente.

Mas o que eu realmente gostei foi do subtexto do Schwarzenegger, o coroa, o ultrapassado, o astro de ação da década que se foi, tendo que enfrentar a mulher linda, independente e poderosa. Para tornar as coisas mais divertidas, ele ainda se dá ao trabalho de avisar que é um modelo ultrapassado e que não tem chance contra ela. E se isso tudo não bastasse, o filme ainda tem senso de humor, fazendo piadas com os personagens.

O problema é que o espectador médio que assiste a lixos de ação o tempo todo adora esse mais do mesmo. Resta saber se, sem uma trama como essa de robô contra robô e sem Schwarzenegger as pessoas vão se interessar em ir aos cinemas.

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