Arquivo de 06/2003

Corinho. Um, dois, três…

30/06/03

O Billy voltou! O Billy voltou! O Billy voltou! O Billy voltou! O Billy voltou! O Billy voltou! O Billy voltou!

Urru. :-)

Admirável Mundo Novo

29/06/03

Star Wars GalaxiesEu nem falei nisso esta semana por estar meio enrolado.

A Sony, a Verant e a Lucas Arts lançaram finalmente o “Star Wars Galaxies”. O jogo é um MMORPG, ou seja, um jogo online para milhares de pessoas ao mesmo tempo. É um mundo virtual, uma Matrix, no qual você cria um personagem e passa a viver lá dentro, trabalhar, evoluir, viver aventuras.

O gênero tem sido um enorme sucesso até aqui. Entre seus luminares estão Ultima Online, EverQuest (que chegou a ser lançado por aqui no ano passado, mas não vingou), Dark Age of Camelot e The Sims Online. Você compra um CD com o jogo, se conecta e faz uma assinatura mensal (cerca de US$ 15). O jogo só funciona online.

EverQuestA experiência aqui é social (por mais estranho que isso possa parecer para quem acha que esses jogos são uma besteira sem fim). Os jogadores se juntam (virtualmente) a outros de diversos lugares do mundo tanto para comprar e vender coisas (virtuais) quanto para viver aventuras nos diversos locais dos mundos em questão.

Aliás, os jogos ficaram tão populares que começaram a gerar dinheiro. O EBay é pródigo em trazer ofertas de objetos do EverQuest vendidos por dólares bem verdadeiros.

Desses, eu joguei o EverQuest por pouco mais de um ano e me diverti muito. Jogávamos eu, o Cris e, de vez em quando, a Renata, ex-mulher dele. A brincadeira juntos tinha um significado especial porque o Cris estava morando primeiro nos Estados Unidos e depois no Canadá. Então, era ali que a gente se encontrava para se divertir juntos. Durante meses, nós matávamos monstros digitais enquanto discutíamos um filme, um seriado ou mesmo nossas vidas pessoais e profissionais.

A Renata se tornou uma super-hiper-mega-feiticeira. Começou a jogar depois de todo mundo e, em poucos meses, ficávamos eu e o Cris pedindo ajuda para ela quando ficávamos em situações muito perigosas.

Me lembro de uma vez que eu estava jogando sozinho e me enfiei em umas cavernas lotadas de monstros. Um deles me perseguiu por muitos minutos e me deixou realmente apavorado com a sua inteligência. Eu cheguei a usar a estratégia desesperada de pular de uma cachoeira e o desgraçado desceu o penhasco e continuou atrás de mim. Só quando um grupo de jogadores completamente desconhecidos resolveu me acudir eu consegui escapar.

The Sims OnlineOutra vez, eu me juntei ao Cris e ao Bruno “Triglicerídeos” Accioly e saímos para uma caverna. Eu e o Cris com personagens poderosos e o Bruno com um bem mais fraco. Nós, no maior salto alto, ficávamos apadrinhando o Bruno. Até que ele se meteu em uma enrascada lá e a gente, achando que ia ser fácil salvá-lo, entrou na briga. Fomos todos trucidados e nos vimos obrigados a entrar de novo na caverna para rasgatar nossos valiosos e milionários itens mágicos. Desta vez humilhadíssimos e com o galho dentro. O Cris chingava o Bruno de cinco em cinco minutos e todos não conseguíamos parar de rir da situação maluca. Um em uma cidadezinha no Canadá, outro no Rio e outro em SP matando (e sendo destroçados por) monstros digitais.

Jogar EQ era assim. Um dia eu me aventurava com meus amigos do peito, no outro me juntava a desconhecidos e me divertia ao lado deles. Mas ficava sempre aquele sabor de safári. De ir até lá matar monstros e só.

Parei com o EQ depois que comecei a jogar o Neverwinter Nights. Uma coisa que me incomoda nos MMORPGS é a falta de propósito que eu encontrei ali. Em um jogo desses, você é um entre milhares. Não há uma trama em que seu personagem é o protagonista ou o co-protagonista. Quem jogou RPG de mesa sente uma enorme falta disso.

O NWN (que tem versão Linux e vai ganhar versão MAC) é mais versátil. EU posso jogar com meus amigos do mesmo jeito, mas dentro de um mundo que gira ao nosso redor. Ali nós somos os heróis e o destino do planeta depende de nós. Além disso, o jogo se aproxima de uma sessão de jogo de RPG de mesa como nenhum outro antes dele. Há milhares de aventuras disponíveis gratuitamente para download e nós podemos mesmo criar ambientes para aventuras entre nós (Para participar do nosso grupo, dê uma olhada no nosso blog especializado no NWN).

Mas de qualquer modo eu, que estou duro, vou me virar para ter US$ 15 por mês e jogar o “SW Galaxies”. Vale o teste, sem dúvida. No fim das contas, o Cris gosta muito mais de Star Wars do que eu, que apenas vi os filmes e olhe lá. Mas vamos nos aventurar juntos para ver qual é a desse mundo novo. Quem quiser se juntar, mande um e-mail.

Estraga prazeres

28/06/03

Se você está indócil para ver “Procurando Nemo”, a nova produção da Pixar, que estréia na próxima sexta, não leia, REPITO, NÃO LEIA, a crítica da Veja, desta semana.

Em mais um desses vícios insuportáveis da imprensa cultural, os caras revelam um ponto importante da história. Dane-se que acontece aos cinco minutos, aos 30 ou no final, é importante e você certamente seria surpreendido.

O filme recebeu elogios rasgados de todo mundo que importa. E nenhum desses me revelou alguma coisa importante da trama. Por que será que isso foi acontecer justo no texto da Veja?

Outro jornal que adora fazer isso é a Folha. Já ficou lendário o artigo em que o jornal revelava o segredo de “Os Suspeitos” e, quando “Os Outros” chegou aos cinemas, a Ilustrada publicou uma crítica do Sérgio Dávila (shame on you, buddy!!) que entregava o segredo do filme. Assim não dá, bionicão!!!

Eu nem dei o link da Veja de propósito… :-(

Não compre, adote um mascote

27/06/03

Esse é o SaganEu comprei o Sagan em uma loja pouco mais de dois anos e meio atrás.

Eu estava com a Mônica indo ao cinema no shopping Villa Lobos no dia 22 de dezembro de 2000 e nós resolvemos parar no pet shop para dar uma olhada nos mascotes. A vendedora notou que a Mônica estava encantada com os bichinhos e resolveu mostrar um pequenininho que ela tinha no fundo da loja.

Foi amor a primeira vista. A Mônica ficou louca com o cachorrinho de 57 dias porque ele aninhou-se sem cerimônia no colo dela. Em poucos minutos, ela estava fazendo a conta de como faria para comprá-lo.

Malteses são caros. Em loja, são mais caros ainda. A Mônica não quis saber. Cachorros não são que nem um CD ou um sapato. Não dá para esperar outro dia e comprar um igual. Ela queria aquele e já tinha até escolhido o nome: Sagan, em homenagem ao astrônomo Carl Sagan, autor dos ótimos “Contato” e “O Mundo Assombrado Pelos Demônios”.

Não fomos mais ao cinema. Acabamos voltando para casa com o cachorrinho, caixinha de viagem, ração e etc. No dia seguinte, viajamos para o Rio de avião com o bichinho que devia pesar no máximo uns 400 gramas e cabia na palma da minha mão.

Eu não queria o Sagan. Digo. Me apaixonei imediatamente, claro. Mas eu não queria toda a dor de cabeça que é ter um cachorro. Ter um bichinhos desses é como ter um filho que nunca cresce. Pouco mais de um ano depois, fui com a Mônica ao Uruguai e tive que trazer minha mãe para SP, porque não queríamos deixar o Sagan sozinho em um hotelzinho. Ademais, ter minha mãe por aqui sempre foi um prazer.

Mas isso tudo é para dizer que, embora eu tenha comprado o cachorro que eu adoro em uma loja, acho isso um absurdo. Naquele momento, eu não pensava no assunto. Eu nunca tinha comprado um cachorro. Desde então, olho os bichos com mais compaixão e carinho e não posso ver um animal que me derreto todo. Pior. Um dos meus sonhos é ter uma casa, só para poder ter mais cachorros.

Enquanto eu comprei o Sagan, há milhares de cachorrinhos abandonados por aí. Eu acho uma besteira comprar um animal quando você pode escolher um para chamar de seu e dar a ele todo o carinho e atenção. Além disso, comprar cachorros significa alimentar esse comércio de bichinhos, que só leva a mais animais sendo abandonados nas ruas.

As pessoas são muito cruéis e egoístas. Se são capazes de fazer mal a outras pessoas, imagine o que não fazem com animais indefesos. O resultado disso é que, quando você dá uma olhada nos animais abandonados, encontra bichos mutilados não só porque foram atropelados, por exemplo, mas porque sofreram tortura. Há animais sem patas, sem orelhas, sem olhos!!!!

Então, quando pensar em ter um animal, não compre. Não vá a uma loja e nem a uma dessas feiras nas quais os bichinhos são supermaltratados. Adote um animal.

Visite a www.suipa.org.br/ e o www.queroumbicho.com.br

Um papo com Joss Whedon

26/06/03

Será que eu já disse aqui que sou fã do seriado “Buffy – A Caça-Vampiros”? :-)

Pois o criador da série deu uma entrevista ao site IGN que os fãs devem ler.

Ok, vou insistir…

26/06/03

Estou tentando começar um fórum aqui dentro deste sitezinho furreco.

Então, visite, se registre e bote a boca no trombone.

Plágios, plágios e mais plágios

26/06/03

Bonito mesmo.

A Anna, o Nishi e a Vanessa sentaram o pau (metaforicamente, digitalmente, saca?) no plagiador e ele tirou o site do ar.

O cara estava publicando textos dos outros como se fossem dele e foi desmascarado.

Ao menos tem vergonha do que fez… Ou não?

My name is Alexandrito Brown

26/06/03

Eu até achei que era piada…

Mas o Carlinhos Brown mudou seu nome, dentro do mercado latino, pelo menos, para Carlito Marrón (!!!! 8-O ).

Sério. Foi a Anna que me mandou esse link pra Isto É e ficou rindo comigo no Yahoo Messenger!!!

Francamente, que mico.

E o verdão, hein? – Parte 2

24/06/03

Uma coisa que me incomoda um pouco nas adaptações de quadrinhos é que os cineastas abordam o material achando que tudo nas HQs é histeria e não há mais do que personagens bidimensionais.

Pois isso é uma besteira enorme. Personagens como o Homem-Aranha, o Hulk, os X-Men, foram desenvolvidos exaustivamente por décadas. Não há nuance de suas personalidades que não tenha sido discutida. O material está lá para quem quiser usar como base. Pesquisar, de vez em quando, é bom.

No caso do “Hulk”, outra coisa me incomoda. Lendo as críticas, vi que todo mundo está dizendo que o Ang Lee divide a tela em um verdadeiro tributo aos quadrinhos. É verdade. A citação está lá, mas poucas vezes ele realmente usa isso de uma forma que realmente lembre HQs. Na maior parte das vezes, Lee filma uma cena de vários ângulos em uma tela dividida. Lembra “24 Horas”, lembra filmes dos anos 70, mas isso, fora o componente visual da tela dividida em quadros, não é lá essas coisas.

Outra coisa que tem a ver com os jornalistas desinformados é dizer que foram Ang Lee e seu roteirista que tiveram a brilhante idéia de colocar o pai de Bruce Banner na equação. Nossa, que bobagem. A justificativa de que o Banner vira um monstro de fúria por conta de seu passado reprimido e dos maus tratos do pai surgiu nos próprios quadrinhos, por obra e graça do roteirista Peter David.

Bom, eu vou comentando mais depois.

E tudo acaba na gaveta

24/06/03

A Folha Online conta que, em mais uma de suas engavetadas geniais e inesquecíveis, Geraldo Brindeiro, procurador geral da República, pediu o arquivamento do processo contra o senador Antonio Carlos Magalhães. Aquele por conta dos grampos telefônicos, lembra?

Assim é mole.

Mas tudo bem. Eu já não conseguia entender como é que um senador da República, depois de quebrar o decoro e cometer um crime, renuncia, concorre, ganha (!!!!!, parabéns, galerinha da Bahia) e volta ao senado na maior tranqüilidade. Não há argumento no mundo que me faça entender isso. Às favas com essas tecnicalidades que só servem para ajudar contraventores.

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