Arquivo de 05/2003

A escolhida se foi

24/05/03

Não vou perder tempo: o episódio final de Buffy é ótimo.

Por incrível que pareça, os caras conseguiram um final que deixa algumas coisas em aberto, resolve outras e é satisfatório.

Eu não vou contar pra não estragar. Mas fiquei satisfeito.

Viu “Reloaded”?

23/05/03

Diz o que você achou na área de comentários, vai!!! :-)

Fala, Baudrillard

23/05/03

Jean Baudrilard não gostou do primeiro filme e não quis ver o segundo, como conta o Cassiano, para a Ilustrada.

“‘O primeiro filme tinha desvirtuado minhas idéias. Aquela não era minha visão do virtual’, opina Baudrillard, que teve seu ‘Simulacros e Simulações’ exibido no ‘Matrix’ original. É dentro de um exemplar desse livro que o personagem Neo guarda um disco com ‘drogas digitais’.
Baudrillard não acha que ‘Matrix’ seja ‘uma droga’. Mas ‘existem filmes recentes melhores que este sobre o mesmo tema. “Truman Show”, por exemplo, é mais sutil. Não deixa o real de um lado e o virtual de outro, como ‘Matrix’. Esse é o problema.”

Bom ele ter falado isso. Não é incomum um autor não reconhecer a sua visão quando ela é interpretada por outras pessoas. Além disso, “Matrix” é um filme de ação que, por conta do tema escolhido, gera mais discussões na pizza depois do cinema.

A profundidade não está lá. Se você quer profundidade, vai ter que ler o “Simulacros e Simulações” do Baudrillard mesmo. Se quer entender a jornada do herói, vai precisar ler “O Herói de Mil Faces”, do Campbell, e por aí vai.

Filmes como esse são mais gostosos se você leu as obras ou está familiarizado com as idéias às quais eles se referem. O que dói é ver um monte de gente achando que viu Matrix e, por isso, entendeu a virtualidade.

Façam-me o favor. Nem o Baudrillard poderia ser mais pretensioso.

E continuando a minha campanha, quando o cinema em que você for tentar ver “Matrix Reloaded” estiver lotado, não perca tempo: vá ver “Tiros em Columbine”.

Eles comprovaram o que todos já sabiam

23/05/03

A Agência Carta Maior conta que um estudo da Fairness & Accuracy In Reporting comprova que a imprensa americana esqueceu todas as regras do bom jornalismo e saiu em uma patriotada histórica em relação à Guerra do Iraque. Embora as pessoas achem que isso é balela, os bons jornalistas se preocupam em estar do lado do seu leitor e não a serviço do governo do país.

Sim a guerra de Bush, na qual ele invadiu um outro país alegando que o presidente era um ditador sangüinário que cultivava armas de destruição em massa e ainda as temidas armas químicas. Não encontraram nada do que disseram que iam encontrar, mas tudo bem, quem se lembra do objetivo inicial afinal?

“Durante as poucas semanas de duração da Guerra no Iraque, todas as pesquisas indicaram que a maioria da opinião pública dos Estados Unidos permaneceu fiel ao presidente George W. Bush. É verdade que o propalado arsenal químico de Saddam Hussein não foi encontrado. As ligações “carnais” do regime iraquiano com a Al Qaeda também não passaram de especulação militar. Mesmo assim, o norte-americano comum assinou cheque em branco e o ofereceu à Casa Branca.

Pistas para essa confiança ilimitada? Muitos especialistas têm na ponta da língua a palavra medo. Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, o receio de novos ataques, aliado à obsessiva necessidade por segurança, garantiram a Bush o papel de fiel depositário do futuro da nação.

(…)

Em um outro levantamento, a Fair procura mostrar como a mídia dos Estados Unidos “ajudou” o presidente Bush a conquistar a opinião pública. Os dados, colhidos entre 30 de janeiro e 12 de fevereiro, num momento em que a Casa Branca lutava para obter apoio nacional de internacional para iniciar o ataque, demonstram que as maiores televisões do país priorizaram entrevistas com representantes do governo.

Em jargão jornalístico, diz-se que as redes “abriram o microfone” aos defensores da guerra. Ao contrário, personalidades que firmaram posição pela paz foram sumariamente banidas do noticiário.”

Shame on you!!!!!

Então, não se esqueça de ir ver “Tiros em Columbine” neste fim-de-semana.

Fala agora, Tia Cora

22/05/03

A Cora Rónai, do “O Globo” gostou do filme.

“(…)Mas eu já devia saber: nada em “Matrix” é o que parece ser. As cenas e diálogos desconexos e aparentemente sem sentido do começo do filme equivalem àquela subidinha insossa que os carrinhos de montanha-russa são obrigados a fazer até chegar ao topo: uma vez que a gente está lá em cima, a um passo do mergulho, as peças se encaixam… e o resto é uma viagem só.

Quando o carrinho finalmente parou e as luzes se acenderam na Sala Júlio Prestes (sim, crianças, peguei a ponte aérea da foto para ir ao cinema), eu era uma espectadora feliz. Este “Matrix” não é um filme extraordinário, como o primeiro; não vai criar novos padrões estéticos, nem deixar multidões de adolescentes em crise existencial, indecisos entre a pílula vermelha ou a azul. Mas é, ainda assim, sensacional, com alguns dos melhores efeitos especiais jamais vistos, cenas de luta lindíssimas, uma perseguição das mais empolgantes e uma fuga em motocicleta de se aplaudir em cena aberta.”

Ja foi tarde…

22/05/03

Eu nunca gostei muito de “Dawson´s Creek”. Para falar a verdade, na maior parte do tempo, odiei a série. Fora o Pacey (Joshua Jackson), que era um personagem interessante, o seriado era tomado por gente chatíssima.

Só lembro de dois episódios bacanas. O que a Joey escolhe ficar com o Pacey e o outro em Pacey vai embora da cidade e caga para a formatura caretona da escola, a série acabou de vez. Até porque, como ele é muito mais divertido do que o Dawson, a estrela da série passou a ser o Joshua Jackson.

Eu fiquei uns dois anos sem acompanhar, mas resolvi assistir aos últimos quatro, pra dar uma avaliada em como eles iam concluir tudo.

A história se passa alguns anos depois, quando Joey volta a Capside e reencontra Dawson e Pacey. Ela sempre assiste ao seriado “The Creek”, obra autobiográfica dirigida por Dawson. O episódio final é lacrimogêneo e melancólico. Foi feito pra quem gosta daqueles melodramas chatíssimos que passavam no Supercine, com mulher que apanha do marido e se vinga.

Para quem não aguenta esperar, faço algumas revelações sobre o final em texto negativo a seguir.


1. Jack e o irmão do Pacey se apaixonam. Todo mundo sabia que ele era gay e ele finalmente sai do armário;
2. Jenm, que agora tem com uma filhinha de um ano, está com uma doença cardíaca grave e está desenganada;
3. Joey volta e instantaneamente revive o triângulo entre Dawson e Pacey, a grande dúvida é dizer com quem ela fica no final;
4.E no final, Joey fica com… Com… Ah!! Conto ou não conto?

Fala, Dávila

22/05/03

Depois da Ana Maria Bahiana, o Sérgio Dávila também conta que Matrix Reloaded não é essa Coca-Cola toda…

“Enquanto o primeiro contava a saga de uma turma de revolucionários que ousava partir para a guerrilha armada de um jeito tão romântico que era quase hippie, esse mostra o mesmo grupo de pessoas, mas inserido num militarismo totalitarista. O que misturava com sucesso conceitos religiosos, filosofias orientais e uma pitada transcendental no original, agora virou puro quebra-pau.

A certa altura, Morpheus (Laurence Fishburne) faz um discurso para as massas que poderia ter sido dito por Bush a bordo do porta-aviões Abraham Lincoln; além disso todos o tratam por “sir”; e o roteiro tem aqueles cacoetes chatos de “Guerra nas Estrelas”, com conselhos e conselheiros.”

Embora eu tenha gostado do filme concordo com em grande parte com as críticas da Ana Maria e do Dávila. O segundo filme adensou e isso não necessariamente o tornou melhor. Mas eu continuo batendo na tecla de que a trilogia não é uma trilogia propriamente. O segundo e o terceiro filmes são um só, enorme, dividido ao meio. Eu só vou dizer se a coisa fracassou completamente depois de assistir ao último pedaço da história. Até lá, deixo minhas conclusões em suspense. Os defeitos de Reloaded podem ser um deslize de quem pegou um projeto e o tornou grande demais.

Mas depois de ver o jogo ontem e me decepcionar… Sei não.

Enquanto isso… Deixe para ver Matrix na semana que vem. Este fim de semana, veja “Tiros em Columbine”, do Michael Moore, falou?

“Enter the Matrix” decepciona

22/05/03

Caixa do Enter the MatrixInstalei “Enter the Matrix” hoje, uns 20 minutos de instalação para os quatro CDs. Meu equipamento é um Pentium 3 933 mhz, com uma placa geoforce de 32 mega. Coisa bacana em janeiro de 2001, quando o comprei, mas pouca máquina pra esse jogo. Fui obrigado a baixar bem as características gráficas. Ainda assim, seria pouco pro que viria…

Em primeiro lugar, não se iluda demais. “Enter the Matrix” é mais um TPS, ou third person shooter, ou um jogo de tiro em terceira pessoa, se você preferir. O que os caras fizeram foi aperfeiçoar as texturas, melhorar os movimentos dos personagens e implementar um sistema de som muito, muito bacana. Não é pouco, acredite, mas também não traz nada que outros jogos já não tenham te mostrado antes.

O que o jogo traz de realmente especial é o encontro com os personagens do filme e a integração com a história da trilogia. Estão lá os figurinos, cenas filmadas com os atores e a trilha sonora, tudo empacotado de um jeito que você sente que entrou no clima do filme mesmo.

A interface não é difícil para quem está acostumado a jogar Half Life e seus congêneres e a primeira fase está cheia de dicas de como usar os comandos. Você pode lutar, atirar e fazer aquelas acrobacias fantásticas dos filmes. Bacana mesmo.

Cena do jogo Enter the MatrixMas o jogo tem problemas. O principal deles é o excesso de cenas em que você pára pra assistir ao que os personagens vão fazer. É irritante. Em uma dessas seqüências, você é privado do clímax da fase, quando seu personagem (escolha entre Ghost ou Niobe) pula por uma janela para fugir dos inimigos…

A história em si é fraca e como você sabe que ela se liga ao filme, fica irritado por ter que matar um monte de caras para poder chegar à próxima seqüência cinematográfica que vai avançar com a aventura. Sério. No meio do tiroteio, eu pensei: “putz, quando é que essa maldita fase acaba, hein? Eu quero ver o que acontece depois…”. Sei não. Isso não deve ser um bom sinal. :-)

Resumindo. É bonito. Vai interessar aos fãs incondicionais do filme, porque querem ver as cenas que não aparecem em “Reloaded” e que mostram o que acontece com Ghost e Niobe, mas, como game mesmo, do tipo que uma pessoa pegaria pra jogar sem ter visto o filme, não funciona. Sinto muito desapontar você.

Além disso, aconteceu algo que nunca acontece desde que eu coloquei o Windows XP na minha máquina: o jogo travou (!!!!).

Não é sério

21/05/03

Agora me responde. Como é que o futebol brasileiro conseguiu ser pentacampeão mundial? Eu estou começando a achar que os europeus precisam copiar a absoluta desorganização, o descaso, a falta de profissionalismo e a desonestidade da grande maioria dos dirigentes dos clubes de futebol.

Eles conseguem se superar e parar o campeonato brasileiro porque estão tentando esvaziar uma lei que os obriga a tratar bem quem lhes paga as contas, o torcedor.

Assim não dá, Bionicão.

Ok, eu desisto de acompanhar futebol. Vou é fazer boicote mesmo.

Imagine agora como esses salafrários vão pagar as contas e os salários dos jogadores e demais empregados agregados ao negócio do futebol? Ah, é verdade. Eles já não estavam pagando faz tempo…

Ganhei irmão novo!!!

21/05/03

Nossa. Essa história rola há anos, mas, se isso for sério mesmo, agora os caras podem estar perto de provar que aqueles chimpanzés fofinhos são humanos também.

“Chimpanzés são humanos, concluíram cientistas dos EUA, após uma análise genética cujos resultados podem ter implicações sérias nos esforços de preservação desses animais e em seu uso como cobaias em pesquisas científicas. Segundo o pesquisador Morris Goodman, da Universidade Estadual Wayne, em Detroit, que coordenou o estudo, a análise de 97 genes de seres humanos, chimpanzés, gorilas, orangotangos e macacos mostrou que, entre pessoas e chimpanzés, a semelhança é de 99,4%. Para Goodman e sua equipe, isso é tão pouco, que não justifica classificar os chimpanzés em outra família que não aquela a que pertencem o homem e os hominídeos que o precederam. “

Quando a Anna me contou, eu fiquei estupefato.