Espera maldita
Estou esperando pela continuação de Matrix desde o maldito dia em que assisti ao filme em uma cabine de imprensa no agora distante ano de 1999.
Vou simplificar pra quem não entendeu o que diabos eu gostei tanto no filme: ele mescla ação, aventura, mitologia e filosofia. Aí alguém diz, “mas só está reprocessando isso, oras”. E reprocessar e discutir conceitos como esses não é o que toda boa ficção vive fazendo?
“Matrix” não é perfeito, mas é uma deliciosa peça de consumo feita com engenho e tesão. E por mais que existam pessoas que odeiem os fetiches do filme por tecnologia, o mais interessante é que a mensagem da história é quase ludita. É um filme que odeia máquinas e as vê como algo que tira nossa individualidade e diminui nossa importância. Claro que a Matrix do filme é também uma metáfora do sistema em que vivemos e do conformismo da classe média. Morpheus, Trinity e Neo são os revolucionários, os anarquistas.
No último domingo o comercial que foi exibido no Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, provou que os próximos dois filmes estão chegando para arrasar. É claro que qualquer fã morre de medo que os caras estraguem tudo e que os filmes sejam um lixo. Mas “Matrix Reloaded” e “Matrix Revolutions” vão ser bons. Têm que ser.
Se bem que a última vez que eu disse isso, um cara chamado Frank Miller cometeu uma verdadeira bosta chamada “Cavaleiro das Trevas 2″. Lixo puro.