Arquivo de 01/2003

Ele é tosco

28/01/03

O cara é engraçado, é cartunista, é tosco e criou um desenho engraçadíssimo chamado “Deus É Pai”, que você pega aqui depois de se cadastrar.

Com vocês, “The Allan Sieber Talk to Himself Show!”.

Porque humor não precisa ser inteligente, tem é que fazer você rir. :-)

Eu conheci o Allan Sieber uns anos atrás quando fiz uma reportagem sobre pessoas que usam seus computadores pra criar filmes e animações. Ele fez o “Deus É Pai” com um computador furreca e ganhou prêmio em Gramado. Seu lema: “Se mexeu é animação”.

O cara é simpaticíssimo, engraçado, inteligente e está sempre preparando coisas legais. Fique de olho nele.

Ok, ok. Eu mudo…

28/01/03

O CrisDias levantou a bola e eu resolvi tirar o comando que faz que, ao clicar em um link na minha página, abra-se uma nova janela.

Eu prefiro que se abra uma nova janela, mas quem desenha interfaces levanta a lebre de que eu não posso impôr meus hábitos de navegação. Então, assim será.

Espera maldita

28/01/03

Estou esperando pela continuação de Matrix desde o maldito dia em que assisti ao filme em uma cabine de imprensa no agora distante ano de 1999.

Vou simplificar pra quem não entendeu o que diabos eu gostei tanto no filme: ele mescla ação, aventura, mitologia e filosofia. Aí alguém diz, “mas só está reprocessando isso, oras”. E reprocessar e discutir conceitos como esses não é o que toda boa ficção vive fazendo?

“Matrix” não é perfeito, mas é uma deliciosa peça de consumo feita com engenho e tesão. E por mais que existam pessoas que odeiem os fetiches do filme por tecnologia, o mais interessante é que a mensagem da história é quase ludita. É um filme que odeia máquinas e as vê como algo que tira nossa individualidade e diminui nossa importância. Claro que a Matrix do filme é também uma metáfora do sistema em que vivemos e do conformismo da classe média. Morpheus, Trinity e Neo são os revolucionários, os anarquistas.

No último domingo o comercial que foi exibido no Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, provou que os próximos dois filmes estão chegando para arrasar. É claro que qualquer fã morre de medo que os caras estraguem tudo e que os filmes sejam um lixo. Mas “Matrix Reloaded” e “Matrix Revolutions” vão ser bons. Têm que ser.

Se bem que a última vez que eu disse isso, um cara chamado Frank Miller cometeu uma verdadeira bosta chamada “Cavaleiro das Trevas 2″. Lixo puro.

Eu ricomêindo!!

26/01/03

O CrisDias levantou a bola do conto do Cory Doctorow, que eu tenho acompanhado com algum interesse, e me obriga a me pronunciar também. A Salon tem duas histórias curtas do cara, 0wnz0red e Liberation spectrum.

O Docotorow é canadense de Toronto e tem 31 anos. Escreve contos desde a adolescência e vem de uma família de pais professores. O cara foi exposto a tecnologia desde sua infância e sua vida é povoada por esses referenciais. Mais ou menos como grande parte da minha geração que cresceu junto com computadores. Meu primeiro computador não era meu, era um TK-85 (aquela coisa horrorosa com tecladinho de pastilha de borracha) e a gente passava tardes inteiras querendo entender o que diabos podia fazer com o Basic. Gente como nós tem uma caligrafia horrível (sim, o que é uma impossibilidade. então digamos que minha letra manuscrita é horrorosa), porque usou muito mais o teclado do que o lápis ou a caneta. ou seja, ele é um legítimo representante da galera geek que está na casa dos 30 anos. Pro melhor e pro pior. Ele consumiu um pacote básico de cultura pop que esse grupo tem em comum e cita a cultura clássica daquele jeito meio sacana de quem respeita, mas não reverencia enlouquecidamente. Sabe que os clássicos são necessários para que os jovens não fiquem tentando reinventar a roda a cada semana, mas não está preso neles. Raciocina em cima do que dizem e questiona, remodela, inverte expectativas.

Uma das coisas mais cansativas que se vê, inclusive em blogs por aí, é gente que leu alguns livros considerados clássicos e fica repetindo seus nomes como mantras apenas pra dizer que os leu. Uma típica iconografia “novo-rico” pra dizer “olha como eu sou inteligente, eu li Sartre e Kant.” Pois o delicioso deste grupo cultural ao qual Doctorow pertence é o fato de que eles leram tudo isso também, mas com o tesão de quem está chegando agora, os reprocessam, constróem conhecimento em vez de ficar repetindo aos sete ventos o que todo mundo já sabe. E muitas vezes nem precisam dizer que já leram os livros. Quem ama o conhecimento, o ama e pronto. Não precisa recitar aos sete ventos e ser tão pedante e cansativo.

Mas voltando da digressão, “0wnz0red”, por exemplo, conta a história de programadores que se envolvem em um projeto do governo de abrir o código fonte do cérebro e alterar o funcionamento do corpo humano, tomar o controle.

O interessante do trabalho de Docotorow é que a idéia não é nova e já surgiu em diversos lugares. Mas o forte do autor ele tê-la colocado a serviço de uma prosa suja, contemporânea, que usa as corruptelas que os hackers e chatters (a galerinha que vive nas salas de bate papo) adoram.

Como ele é o querididinho do momento na sci-fi contemporânea, deve ter alguma coisa mais cedo ou mais tarde publicada por aqui pela Conrad, que sempre está antenada nesses movimentos.

Desinstalei o e-donkey

26/01/03

Os mitos vão caindo.

Sou um usuário constante do KaZaa, do E-Donkey e do Soulseek. O KaZaa evoluiu muito desde que surgiu, está mais rápido, mas traz uns arquivos abacaxi inacreditáveis. O que eu sempre amei no e-donkey foi a disposição de seus usuários de criarem sites com links para servidores que já trazem os arquivos que vc quer. Vc clica no link e ele gera uma busca automática pro servidor para o download. Aí surgiu o eMule. Mais rápido que o e-Donkey. Não, deixa eu dizer direito. MUITO mais rápido que o e-Donkey. E os downloads não páram

Há alguns meses, eu troquei o Explorer pelo Mozilla, só o uso em alguns sites aos quais o Mozilla reage estranho e, mesmo assim, mando um e-mail pros caras avisando que o browser dele deu chabu no determinado local.

Em essência, há tanta gente conectada pela rede que está disposta a doar parte de seu tempo por algo que sirva a todos que dá a sensação de que sempre vamos ter alternativas a esses programas monolíticos das grandes corporações. Mas isso não é necessariamente verdade. Em algum momento do futuro, isso pode acabar.

Eu gasto algumas doletas por mês doando grana nesses sites com micropagamentos via Pay Pal. Nunca se esqueça que esses caras estão trabalhando e que você usufrui do suor deles.

Alguém viu um gigante verde por aí?

24/01/03

O site Aint It Cool News diz que conseguiu imagens do que será o Hulk, do filme de Ang Lee que estréia este ano nos cinemas.

Considerando que o pessoal do site sempre conseguiu algumas informações exclusivas bacanas dá até para acreditar que as imagens são mesmo do monstro.

Mas, cá entre nós, estão tão providencialmente borradas, a poucos dias da divulgação oficial no tal comercial do SuperBowl, que dá até pra desconfiar de um deliberado vazamento em uma estratégia de marketing de guerrilha.

Atualização: Depois de tanta gente me dizer que eu devia ver o trailer logo (eu queria esperar passar na TV pra depois ver em qualidade Quicktime tela cheia), acabei cedendo. E o diabo do video está com boa qualidade mesmo. Mas, olha, cá entre nós, o Hulk tá beeeeeeeeeeeeeeemmm efeitão especial digital hein?!!

Dois anos

20/01/03

E este site completou dois anos.

O novo visual ainda não veio. Mas eu chego lá, prometo. :-)

Tia, eu sou o Homem-Aranha

19/01/03

Saiu no Brasil esta semana a revista em que Tia May e Peter Parker têm a conversa definitiva sobre a identidade secreta. A história é a mais significativa na tarefa de mostrar a diferença entre o trabalho de J. Michael Strackzynski e os de seus antecessores.

Com Strackzynski, a Tia May, deixou de ser um personagem bidimensional que nunca tinha diálogos mais complexos do que “Peter, quer um café?”, “Querido, você vai ficar gripado”. Agora, ela discute com o sobrinho de igual para igual e se engaja na luta pelo reconhecimento do heroísmo do Homem-Aranha. Exatamente como uma mãe amorosa faria. Há até um momento em que ela confessa que chegou a achar que Peter era gay.

Se você está há muito tempo sem ler Homem-Aranha, essa é uma boa história pra voltar ao personagem. Strackynski captou a essência do que faz o personagem tão bacana. Ele conta as aventuras de Peter Parker, o garoto que recebeu um dom incrível que mudou sua vida. As porradas e a ação servem à história de Peter. Simples. Como sempre devia ter sido.

Fitas para imprensa

17/01/03

Esta semana recebi algumas fitas de avaliação de uma distribuidora de filmes. Geralmente funciona com eles mandando o filme com mensagenzinhas chatas como “Proibida a reprodução deste filme. Se você estiver assistindo uma cópia não autorizada, por favor, telefone para…”. Essas mensagenzinhas são intermitentes e estão nas extremidades da tela. Chato, mas não torna impossível ver o filme.

Mas não é que o negócio veio com uma mensagem “Fita de Avaliação” em negativo no meio da tela do início ao fim? Quero dizer, ficou lá nos primeiros dez minutos, que foi o que eu esperei pro negócio desaparecer. Depois disso eu desliguei e joguei a fita de lado.

Fala sério. É uma estratégia pra eu e outros jornalistas desistirmos de assistir ao filme, é? Fitas de avaliação dessa distriuidora não entram mais no meu vídeo.

Eles não querem ver o que é bom

17/01/03

Do MM Online:

A atriz Deborah Secco recebeu um cachê de R$ 30 mil para fazer o comercial da Americel, empresa de telefonia móvel do Centro-Oeste, produzido pela agência Mr. Brain. No comercial, que está no ar desde domingo, a atriz insua que fará um strip-tease, mas a platéia masculina está interessada nos detalhes do novo plano de serviço da empresa de telefonia.

Hã? Interessados na telefonia? Quê que isso, minha gente?!