Autobiografia revela a causa da morte de Isaac Asimov

Do New York Post:

“Deadly error

THE posthumously published autobiography of science fiction master Isaac Asimov reveals that the “I, Robot” author died of AIDS. Due out later this month, “It’s Been a Good Life” – which Asimov’s wife, Janet, compiled from her late husband’s notes and essays – details how he contracted AIDS through a tainted blood transfusion while undergoing bypass surgery in 1983. He finally succumbed to the disease in 1992, at age 72.”

Em essência, o texto acima diz que, na biografia que a viúva de Isaac Asimov escreveu sobre ele, e que será publicada em breve nos Estados Unidos, ela conta que o escritor morreu em 1992 por complicações decorrentes da AIDS. Ele teria contraído o vírus em uma transfusão durante uma cirurgia cardíaca em 1983.

É uma revelação interessante e (por que disfarçar?) surpreendente.

No site Dead People Server há uma referência à morte de Asimov, que ajuda a esclarecer as coisas:

“Isaac Asimov (extremely prolific author) — Dead. Heart and kidney failure/AIDS. Died Apr 6, 1992. Born Jan 2, 1920. Wrote hundreds of non-fiction and fiction works, including Foundation, a true mensch.”

Asimov foi um dos maiores e mais prolíficos escritores de ficção científica na curta história deste gênero literário e é um dos meus poucos ídolos. Senti muito quando ele morreu em 1992.

Fui ver “A Era do Gelo”

Adorei.
Tem todas aquelas coisas conservadoras e deliciosas de desenhos como “Monstros S/A” e “Shrek”, com mensagem edificante e tudo no final. Mas o ritmo é ótimo, os personagens deliciosos, as piadas são engraçadas e o filme diverte tanto o molequinho chato quanto o pai que vai por obrigação.

A história é mais ou menos assim: um mamute e uma preguiça encontram uma criança em um rio depois que sua mãe foi atacada por um grupo de tigres dentes de sabre. Eles são ludibriados por um dos tigres, que promete levá-los aos humanos para entregar a criança, mas na verdade quer matá-los quando for o momento certo.

Em paralelo a isso está aquele esquilinho bonitinho de olho esbugalhado que aparece nos trailers. Ele tenta de tudo quanto é jeito proteger sua noz, mas nada parece dar certo pro bichinho. Ele é um show a parte nesse desenho cheio de ação e comédia, com direito a um final surpresa, todo dele.

Eu acho que “A Era do Gelo” estréia no dia 22 de março junto com outro desenho que promete: “Jimmy Neutron – O Menino Gênio”. Esse recebeu elogios da imprensa americana, mas foi mal recebido por alguns críticos brasileiros. A principal crítica vai contra a qualidade da animação em 3D do desenho. Uma besteira. Há algum tempo os críticos dizem que Hollywood faz filmes cheios de técnica apenas por pela técnica e se esquece da história. Agora deram para críticar o nível de detalhamento dos desenhos feitos com computadores. Vai entender.

Não se pode elogiar…

Quando eu remodelei meu site e lancei meu domínio pessoal, passei a me hospedar no Sterlet, porque é muito barato e é bem rápido. No mesmo dia, o CrisDias ainda implementou todo o site no B2, que mesmo de graça é melhor do que o Blogger Pro.

Eu fiquei feliz porque o Blogger estava dando problemas direto. Pensei: “Puxa, fiquei com o melhor dos mundos, o B2, um servidor rápido e ainda meu domínio pessoal”.

Pobre de mim. O Sterlet é rápido e barato, mas sai do ar por pelo menos umas seis horas todas as semanas, me deixando na mão e muuuuuito irritado. Já estou começando a me arrepender…

E a conta do telefone?

No domingo à noite, quando Carola ex-Scarpa entrou na Casa dos Artistas, ela mandou um recado pro filho:

- Filhão, óia eu aqui na Casa dos Artistaaaaasss!!! A gente vai sair da pindaíba, vamos pagar a conta de telefoneeeee!!

Umas 48 horas depois, a mulher brigou com todo mundo, foi chamada dos adjetivos mais óbvios e brigou com a produção e a equipe técnica. No impasse final, desligou seu microfone e se recusava a obedecer as ordens da produção.

Resultado final: os outros participantes disseram que ou ela era expulsa ou saíam eles. Claro que a moça foi expulsa. Deve ser um recorde mundial dos reality shows.

Agora me diz, como é que ela vai pagar a tal conta de telefone? Coitado do filho da Carola.

Mas, a despeito do quanto esse Barraco dos Artistas é engraçado, é também uma vitória pessoal pro bagaceiro do Chiquinho Scarpa.

Eu posso imaginá-lo passando creminho da Victoria’s Secret naquele corpo grotesco, de sunguinha de crochê, acompanhado de seus queridos amigos, vendo a Carola no pay-per-view da DirecTV e dizendo:

- Bem feito!!!! Agora todo mundo viu como essa mulher é uma ví-bo-ra.

Peraí que essa visão me obriga a ir ali no banheiro vomitar…

Gostar ou não gostar

Tem gente que fica meio irritada com a minha mania de apontar defeitos mesmo nas coisas das quais gosto muito.

Eu adoro “Matrix”, mas acho um monte de problemas no filme, sou fissurado em Buffy, mas reconheço que a série é beeem B, amo “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, mas faço questão de ressaltar que o filme é meio chato mesmo, em alguns momentos, e por aí vai.

Então, uma coisa inadmissível seria eu fazer ou participar da construção de um site de fã para um programa que nem estreou ainda. Sério, já seria difícil eu fazer um site de fã para qualquer personagem que eu gostasse (olha, do Homem-Aranha, meu herói preferido desde antes de eu aprender a ler, eu até faria), imagine o de algo que eu nem sei ainda se vai ser bom, oras.

E não é que Joss Wheddon, o criador de Buffy e Angel, que são exibidos na Fox, desenvolveu um novo seriado chamado “Firefly” e já tem até site de fã?

Pô, mas fã do quê? Do argumento? Dos artistas escolhidos até agora? O piloto deve estar sendo filmado por esses dias, ninguém sabe se a série vai ser boa ou não. Pode ser um lixo, um daqueles fracassos históricos. Vai saber.

Isso me lembra “Harsh Realm”, a série que Chris Carter, o criador de “Arquivo X”, desenvolveu para a Fox em 1999. Eu fui em uma conferência lá em Los Angeles, entrevistei ele e os astros da série, ficou aquele oba oba, mas o piloto era bem fraquinho, bem esquemático. Dava para notar que ninguém sabia muito bem o que ia sair daquilo.

No fim, a série durou apenas oito episódios, e foi meio que um mico pro cara.

Quem garante que essa tal “Firefly” não vai ser um mico?

A síndrome de “Falcão Negro”

Este artigo traduzido da “Time” dá bem o tom de como os norte-americanos se enrolam sozinhos.

Lá no Afeganistão, eles estavam em um helicóptero e foram atacados. Fugiram desesperados e, nessa fuga, o piloto colocou o helicóptero tão na vertical que um artilheiro caiu.

Caiu!! Sério.

Como os rangers trabalham com o princípio de que nunca deixam nenhum corpo para trás, o que se seguiu foi uma confusão sem tamanho para recuperar os corpos.

Leia no UOL, ou veja aqui.

Eu nunca estive em uma guerra, nem quero estar um dia, mas por tudo que eu já li a respeito, acho engraçada aquela visão idealizada que as pessoas costumam ter de que soldados são heróis em combate.

No entanto, os caras, sejam americanos, ingleses, alemães, israelenses ou russos, tropeçam, atiram no pé, se borram de medo e fazem burradas. Também não é o caso de achar que os únicos trapalhões do mundo são os americanos, essa mania de ridicularizar as pessoas não ajuda nada a compreender o processo e o cotidiano do inferno de uma guerra.