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Feito a L�pis

Os dirigentes da Argentina devem fazer plano econ�mico a l�pis para poder apagar tudo com borrachinha e refazer at� o tio FMI aprovar…

Da AFP:

“BUENOS AIRES, 30 Jan (AFP) – A miss�o do FMI que visita esta quarta-feira a Argentina considerou ‘consistente’ o programa econ�mico que o presidente Duhalde deve anunciar no pr�ximo fim de semana, disse � AFP uma alta fonte do minist�rio da Economia.”

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De Volta do Uruguai

Fui ao Uruguai a trabalho e fiquei mais dois dias para aproveitar o fim de semana. Foi �timo. O pa�s � pequeno e bonito, muito arrumado em rela��o a Brasil e Argentina. As pessoas s�o educadas, o tr�nsito � surpreendentemente ordeiro e Punta del Este � uma cidade linda. Depois conto mais, prometo.

Ah sim. Uma coisa universal. Eles odeiam os portenhos, os moradores de Buenos Aires, que s�o escandalosos, imprudentes no tr�nsito e muito, muito arrogantes. Mas s�o quem tem, ou tinha, dinheiro.

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A culpa � da viol�ncia? Fa�a-me o favor…

Olha, jogar a conta do assassinato de dois prefeitos petistas em poucos meses na “viol�ncia do pa�s”, como o jornalismo da Globo insiste em dizer, � muita inoc�ncia.

Falem mal o quanto quiserem do PT, das brigas internas e dos xiitas, mas me parece �bvio que esses pol�ticos subitamente assassinados estavam mexendo em certos privil�gios e, por conta disso, foram apagados.

Agora, se no primeiro caso (Campinas) o PT fez pouco barulho, � hora de saber definitivamente o que est� acontecendo. N�o � poss�vel que morram os principais dirigentes de duas grandes cidades no Estado de S�o Paulo e ningu�m consiga esclarecer o que acontece nos bastidores.

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Dinamite, mexeram com os f�s

“I, too, once loved ‘Star Wars’. Then I grew up and learned to appreciate ‘The Lord of the Rings.’”
Em portugu�s: “Eu tamb�m, um dia, amei “Guerra nas Estrelas”. Ent�o eu cresci e aprendi a apreciar “O Senhor dos An�is”.

A frase de Eric Lipton, em artigo da sempre bacana Salon, causou uma pol�mica enorme. E d�-lhe cartas pra revista.

Eu, pessoalmente, acho “Star Wars” apenas legal. Gostar mesmo s� do segundo filme. A saga de George Lucas �, para mim, uma daquelas obras que quanto mais velho eu fico, menos gosto. Engra�ado. Quando eu era moleque, amava Luke Skywalker e seus amigos lutando com o Imp�rio. Com o tempo fui achando tudo t�o bobo, t�o simplista que me desliguei.

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Amanh�, um ano

O t�tulo j� diz tudo, n�? Amanh�, dia 19 de janeiro, este site faz um ano. Pra amanh� n�o d� temo de implementar, mas nos pr�ximos dias “Meninos eu vi, ouvi e li” vai mudar. E este ano ai ser de muita evolu��o.

Te vejo por aqui, ok?

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E “Arquivo X” finalmente chega ao fim

Eu assisti aos primeiros epis�dios da nona temporada e confirmei o que eu j� suspeitava fortemente: n�o havia mais salva��o para a s�rie. Para quem nunca viu ou come�ou a acompanhar h� pouco tempo, isso n�o era t�o claro, mas como eu (que nem sou viciado no programa) j� vejo h� uns quatro anos, era bem claro que as situa��es apenas se repetiam, os truques eram os mesmos e o t�dio (e o sono) imperavam.

� assim:

- N�o importa quantas situa��es fant�sticas os agentes enfrentem, eles nunca conseguem uma evid�ncia sequer das maluquices que presenciam.
- Os monstros todos s�o coisas que voc� j� viu antes.
- N�o tem o Mulder que, oras, � o protagonista da hist�ria.

Bom, em maio a Fox encerra “Arquivo X” nos Estados Unidos (aqui, o fim deve ser por volta de setembro, na Fox, e s� no ano que vem na Record), foi anunciado pelo pr�prio Chris Carter, e os �ltimos dois epis�dios podem trazer David Duchovny, o Mulder de volta. Ele prometeu que n�o voltaria para apari��es especiais, mas, neste caso, � bem poss�vel que ele tope. Afinal � a chance de amarrar os pontos soltos e terminar o seriado, o que ele j� pedia que acontecesse h� algum tempo.

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Com voc�, meus avatares

Avatar, dentro do maravilhoso mundo da inform�tica em 3D, � sua representa��o em um mundo virtual. Em um chat � aquele seu nomezinho, e por a� vai. Vem do termo avatara, palavra do s�nscrito que significa descida na terra. Os deuses usavam avatares para se materializar aqui entre os meros mortais. Essas imagens s�o dos meus avatares em EverQuest.

Engra�ado eu falar seguidamente em EverQuest, sendo que j� vai fazer um ano que estou jogando. Aqui do lado est�o os meus tr�s personagens. A dupla em cima � Sahphada (nomezinho rid�culo, eu sei, mas era para ser uma piada vendo os americanos falando esse nome) e o cara do lado � Yalar, nome aleat�rio gerado pelo pr�prio jogo. A outra personagem, se chama Yalara (falta de imagina��o mesmo).

Bom, Yalar foi o primeiro de todos. Quando eu notei como as mulheres eram tratadas no jogo, resolvi fazer uma paladina, a Sahphada, para ver como seriam as coisas. E foi muito engra�ado receber presentes e ser ajudado sempre que estava em perigo, enquanto os personagens masculinos eram ignorados ao meu redor.

Yalara, em apenas uma hora de jogo, se tornou a protegida de um cara que acha que por tr�s daquele avatar h� mesmo uma mulher. Curioso, muito curioso. Eu aprendi que basta tratar o cara bem e pedir as coisas com jeitinho que tudo est� ao alcance de uma mulher, mesmo de uma mulher virtual.

Quem quiser saber mais sobre este jogo precisa entender ingl�s e pode ler tudo no site oficial www.everquest.com. Eu, Cris e Renata vamos achar muito legal ter um jogador brasileiro ao nosso lado.

Jogo virtual, dilemas reais

São engraçados os dilemas enfrentados por um jogador de EverQuest (a realidade virtual comercializada pela Sony na qual você é um cavaleiro medieval). Ontem, dia de plantão da Mônica, eu entrei no mundo virtual de Norrath durante algumas horas com uma personagem paladina chamada jocosamente por mim de Sahphada. Os paladinos são guerreiros do bem. Capazes de curar pessoas com o toque de suas mãos.No meio da madrugada, depois de uma batalha do meu grupo de companheiros de viagem dentro de umas cavernas, achei uma bolsa jogada no chão. Isso é relativamente comum em batalhas longas em lugares distantes. A gente junta umas tralhas inúteis e joga fora porque está lotado, começa a ficar mais lento e a lutar (e fugir) com dificuldade.

Eu peguei sem medo de ser feliz e pensei, “legal, alguem jogou isso fora, me dei bem”. Aí, um dos nossos foi atacado e cercado por um monte de monstros e todo mundo foi ajudá-lo. Quase fomos riscados do mapa, mas vencemos os bichos. Logo em seguida, aparece o CrisDias e me avisa que tem uns objetos para dar para a minha personagem. Eu me despedi do grupo sem lembrar de perguntar se alguém era o dono da maldita bolsa e fui embora.

Cheguei no mercado e comecei a vender as coisas e quando a tal bolsa já estava ficando vazia veio uma mensagem direta para mim do cara mais legal do grupo perguntando se eu não tinha visto uma bolsa no meio da confusão.

Eu já tinha vendido mais da metade da bolsa e pensei, “putz, agora vai até pegar mal contar que peguei, vou dizer que não”.

Disse que não. Aí o cara praguejou e disse: “É que era uma bolsa mágica que dava menos 10% no peso”. Eu gelei. Essa não, a bolsa é valiosa!!! E agora? No segundo seguinte veio o pior. Eu cliquei sobre uma espada para vender e o mercador me ofereceu 300pp. O Cris e a Renata, a mulher dele, sabem que, se isso acontece, é porque a espada vale muuuuuuuuito mais!!! Como é que eu podia ficar com um negócio daqueles? Valia, virtualmente claro, muito dinheiro!!!! Ou melhor, 5600 dinheiros do jogo. Uma pequena fortuna. Meu melhor personagem no jogo não tem nem 500 dinheiros!!

E, gente, era a espada mais sensacional que eu já vi. Me dava proteção espiritual, aumentava minha força, agilidade, resistência a mágica, frio, veneno. Etc. etc. etc.

O demoniozinho disse: “shhhhh, fica quieto. fica com a espada!!! Se manda dai para outra zona, cara. Faz um personagem novo.”

o anjinho falou: “Você é a Sahphada, mas também é o Alexandre. Você faria isso? E ainda, a Sahphada é uma paladina. Como uma paladina do bem roubaria uma espada de um cara legal?”

Mas tinha a vergonha. Eu não sabia como explicar que fiquei com a bolsa, o mal entendido e coisa e tal. Fiquei sem saber o que fazer durante alguns minutos. Até que veio um “grito” de um cara perguntando: “does someone know where’s the thief’s guild?” (tradução simultânea: alguém aí sabe onde fica a guilda dos ladrões?”)

A palavra “thief” me gelou a alma. Como se estivessem falando comigo. Juro, foi ridículo assim, que nem desenho animado.

Eu mandei uma mensagem pro cara que perdeu a bolsa e perguntei onde ele estava. Fui lá e dei a bolsa para ele com a espada dentro. Ele ficou superfeliz por causa da bolsa. Eu expliquei o que tinha acontecido e ele falou que não tinha problema, que entendia o que aconteceu e coisa e tal.

Ai ele notou que espada estava dentro!!! Ele não lembrava daquela espada sensacional!!!!! Ficou super aliviado. Éengraçado como a gente se vê dentro de dilemas morais nas situações mais idiotas. Eu tive que equilibrar a vergonha de dizer pro cara que tinha mentido, mas ponderei que:

1. A vergonha maior eu sentiria se ficasse com um objeto valioso como aquele, era roubo, ou talvez furto. virtual ou real, era aquilo mesmo e pronto.
2. Eu estava usando a vergonha como desculpa porque eu queria muito aquela super-espada e não tenho o dinheiro virtual para comprá-la. Simples assim.

Mesmo com a Mônica, minha mulher, me chamando de mané hoje quando eu contei isso para ela, me sinto de consciência limpa. Maneiro eu passar por uma situação dessas em um simples joguinho de computador.

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Realidades virtuais de terceira gera��o

Alguns dos caras que criaram EverQuest est�o montando sua pr�pria empresa para criar o que eles chamam da terceira gera��o de MMORPGS, sigla para o g�nero de jogos multiplayer com milhares de pessoas ao mesmo tempo em um mundo virtual consistente, que continua existindo sem voc�.

Eu jogo EverQuest j� h� um ano, mais ou menos, e posso dizer que o jogo � �timo mesmo para mim que jogo pouco e que n�o curto esses cen�rios de espada e magia. Para voc� ter uma id�ia, eu tenho um personagem de 20o n�vel e a mulher do CrisDias, a Renata, come�ou meio ano depois de mim e tem um personagem de 50o n�vel. � que eu fiquei fascinado pela mec�nica, pelo aspecto social, pelo conceito de mundo virtual, mas acabo jogando outros jogos. Como o �nico jogo que a R� curte � o EverQuest ela se tornou �tima nele, muito melhor do que eu.

� um experimento fascinante. L�, eu criei um personagem que � um cl�rigo. J� cruzei grande parte do mundo tendo como companheiro de viagens o CrisDias que fez um hobbit com o sugestivo nome de Meriadok. Ao contr�rio dos jogos normais, que voc� joga por meio de um CD, no EQ seu personagem � realmente �nico. Por qu�? Simples. Al�m de voc� criar as estat�sticas dele, as roupas, os equipamentos s�o sempre o resultado de experi�ncias que s� voc� teve.

Mas o EQ precisa evoluir muito. Voc� n�o pode alterar os cen�rios, construir uma casa e estabelecer realmente uma vida virtual. Pode parecer bizarro ter uma id�ia dessas, mas isso ser� muito comum nos pr�ximos anos. Quando a realidades virtuais como essas alcan�arem a sofistica��o de enganar os sentidos humanos em uma imers�o n�o far� muita diferen�a.

CrisDias � meu melhor amigo e est� morando no Canad�. No entanto, al�m de nos falarmos todos os dias por e-mail ou ICQ, nos encontramos para ca�ar em um mundo virtual, sacou? Mas a experi�ncia ainda est� limitada pela tela de computador. Em algum momento, vamos colocar capacetes que v�o nos enganar os sentidos e vamos realmente enxergar nossos avatares de verdade. Vamos sentir o calor e o frio, a brisa e os cheiros. Quando isso acontecer, as aplica��es ser�o ilimitadas.

Pois bem, os caras est�o prometendo um jogo de terceira gera��o, que vir� depois de “Star Wars Galaxies” (a realidade virtual de Star Wars, na qual voc� poder� ser um Jedi ou um servo do imp�rio) e “The Sims Online”. Este �ltimo � a materializa��o do conceito inicial de ter uma vida paralela em um mundo virtual. Voc� vai construir uma casa, fazer amigos, arrumar emprego e coisas do tipo. Ningu�m achou que alguma pessoa se interessaria por isso, mas o jogo original, “The Sims”, provou que sim, centenas de milhares de pessoas se interessavam pela id�ia.