Eu sou maluco o suficiente para comprar duas caixas de DVD do seriado “Buffy – A Caça-Vampiros”. Por conta disso, fico recebendo e-mails da Amazon.co.uk me oferecendo artigos para adolescentes do sexo feminino. Ossos do ofício de gostar de uma série supostamente feita para teens.
Mas dessa vez, pelo menos, o prejuízo foi abrandado. EU comprei a primeira caixinha como teste da Amazon inglesa. Veio sem cobrar imposto. Muito bom, muito bom. Então pedi a segunda caixa.
O negócio que chega em uma semana foi demorando, demorando e, três semanas depois nada. Pedi explicações à Amazon e os caras me contaram que não podiam repor o produto porque seu estoque tinha acabado e estava fora de fabricação. Me devolveram o dinheiro.
Achei que tinha dançado legal. Mas ontem eu recebi a caixinha de DVDs. Os estúpidos da receita federal danificaram a caixa quando abriram, mas nada demais. Por isso meus DVDs da Buffy ficaram no limbo tanto tempo.
Ou seja, os caras não querem saber se o que você compra e paga caro é um ítem difícil de encontrar. É um absurdo. O correio se reserva o direito de abrir correspondências por motivos óbvios de segurança, até aí tudo bem, mas isso tem que ser feito de uma forma que não afete a integridade do item, oras. EU paguei por ele e tenho o direito de recebê-lo intacto, mesmo depois de uma revista.
Seus bens estão sujeitos ao mesmo protocolo que você. Assim como, quando você é revistado em algum lugar, sua integridade física deve ser mantida, a integridade dos seus bens também está sujeita a essa regra. Sei, sei. Isso é papo de burguesinho. Mas, oras, e o que é que eu sou?
Bom, sou também um bruto de um aproveitador, porque acabei recebendo o DVD de graça, já que a Amazon devolveu o dinheiro e, se eles não aparecerem cobrando, não vou me oferecer para pagar agora. Me chame do jeito que quiser. Como o mais canalha dos cultivadores do jeitinho brasileiro (e atolado nas contas da máquina de lavar, do fogão, dos móveis etc. etc.), um pouquinho envergonhado pelo meu ato, resolvi me dar bem dessa vez.