A Partilha � uma droga
Fui ver �A Partilha� acreditando que um cara com o curr�culo do Daniel Filho n�o ia me decepcionar. Estava enganado.
O filme � uma droga, se � que eu posso chamar aquilo de filme, porque mais parece um “Caso Especial”. Mas vejamos…
A hist�ria, baseada na pe�a de Miguel Falabella, mostra quatro irm�s que, ap�s a morte da m�e, v�o dividir os poucos bens e pertences dela. A partir da�, v�o se alternando situa��es emocionantes e engra�adas. Ou deveriam intercalar situa��es emocionantes e engra�adas. Deveria acontecer, mas n�o acontece.
Problemas t�cnicos: A textura do diabo do filme o faz parecer videoteipe transferido para pel�cula, coisa do movimento Dogma. Os poucos efeitos especiais de fundo azul s�o p�ssimos, inacreditavelmente ruins.
Dire��o frouxa: Um diretor experimentado como o Daniel Filho n�o podia deixar a Paloma Duarte (que faz uma das quatro irm�s do filme) aparecer t�o perdida. � overacting puro. Ela aparece teatral, fora do tom.
Dire��o Frouxa 2: algumas cenas est�o soltas, sem sentido, sem se relacionar com o filme, e algumas atua��es s�o ruins, amador�sticas mesmo (destaques para a p�ssima namorada da irm� l�sbica e para o filho de uma das protagonistas, que tem aquele olhar intenso de quem diz �Marlon Brando, tremei�).
N�o � que n�o tenha bons momentos, porque tem. Lilia Cabral, Gloria Pires e Andr�a Beltr�o mandam muito bem e quase salvam o filme. H� algumas boas piadas, tamb�m, mas � s�. E � pouco. O padr�o de qualidade est� t�o baixo que as pessoas est�o achando um filme como esse coisa boa. Que pena.