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A Partilha � uma droga

Fui ver �A Partilha� acreditando que um cara com o curr�culo do Daniel Filho n�o ia me decepcionar. Estava enganado.

O filme � uma droga, se � que eu posso chamar aquilo de filme, porque mais parece um “Caso Especial”. Mas vejamos…

A hist�ria, baseada na pe�a de Miguel Falabella, mostra quatro irm�s que, ap�s a morte da m�e, v�o dividir os poucos bens e pertences dela. A partir da�, v�o se alternando situa��es emocionantes e engra�adas. Ou deveriam intercalar situa��es emocionantes e engra�adas. Deveria acontecer, mas n�o acontece.

Problemas t�cnicos: A textura do diabo do filme o faz parecer videoteipe transferido para pel�cula, coisa do movimento Dogma. Os poucos efeitos especiais de fundo azul s�o p�ssimos, inacreditavelmente ruins.

Dire��o frouxa: Um diretor experimentado como o Daniel Filho n�o podia deixar a Paloma Duarte (que faz uma das quatro irm�s do filme) aparecer t�o perdida. � overacting puro. Ela aparece teatral, fora do tom.

Dire��o Frouxa 2: algumas cenas est�o soltas, sem sentido, sem se relacionar com o filme, e algumas atua��es s�o ruins, amador�sticas mesmo (destaques para a p�ssima namorada da irm� l�sbica e para o filho de uma das protagonistas, que tem aquele olhar intenso de quem diz �Marlon Brando, tremei�).

N�o � que n�o tenha bons momentos, porque tem. Lilia Cabral, Gloria Pires e Andr�a Beltr�o mandam muito bem e quase salvam o filme. H� algumas boas piadas, tamb�m, mas � s�. E � pouco. O padr�o de qualidade est� t�o baixo que as pessoas est�o achando um filme como esse coisa boa. Que pena.

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Sexo, mulher nua, peladas, Xuxa, Sandy, Jennifer Lopez…

Inspirado por um post lido no site do CrisDias, resolvi usar um recurso semelhante ao que as emissoras de TV usam para aumentar seu ibope, vou colocar um monte de palavras que me ajudem a conseguir audi�ncia.

Interrompo posts s�rios e cheios de conte�do pretensioso para arrumar alguns pontinhos no Ibope.

Xuxa nua Catherine Zeta Jones Sandy brincar namorada imagens Jennifer Lopez Monique Evans nua mulher pelada sexo.

Voc� que chegou aqui por causa dessa estrat�gia esp�ria e anti�tica de escrever palavras mais procuradas pelo Google e Yahoo, d� uma lida no resto do blog. Tem coisa pior.

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O Guga venceu…

Oba!!! Legal. Maneiro!! Parab�ns, guga. Tri-campe�o (que nem o meng�o)!!!

� tudo o que eu vou dizer a respeito. Os jornais e as revistas j� falarm tudo o que importa e o que n�o importa a respeito.

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Ontem acabei �The Amazing Adventures of Kavalier and Clay�

O que dizer? Amei. Putz, muito bacana. Chocante. Lindo.

Pronto. Agora que gastei os adjetivos f�ceis, tento elaborar e descrever melhor.

�The Amazing Adventures of Kavalier and Clay� leva voc� ao in�cio da era de ouro dos quadrinhos, quando foram criados o Super-Homem, o Batman e mais uma galeria de her�is inesquec�veis. Para ser mais exato, em 1939.

A dupla principal traz “her�is” memor�veis. O Kavalier do t�tulo � Joe, um jovem judeu amante das artes pl�sticas e da arte perdida da m�gica, principalmente as sensacionais escapadas de Houdini. E ele faz sua grande escapada ao fugir de Praga no in�cio da Segunda Guerra. Ele vai para os Estados Unidos com a miss�o de tentar resgatar o que puder de sua fam�lia.

O outro, Clay, � Samuel, um jovem inteligente e cheio de imagina��o que se junta ao primo para criar o Escapista, um personagem que � a vers�o super-hero�stica do primo Joe. Esses dois vivem a era de ouro das HQs, s�o separados pela guerra, s�o divididos e unidos por uma mulher.

Tudo isso com um profundo sabor de nostalgia, escrito por Michael Chabon (de �Garotos Incr�veis�) e merecedor do Pulitzer. Bacana. Parece que a Conrad (que, ao lado da Via Lettera, parece monopolizar os bons lan�amentos do mercado desse g�nero do Brasil) vai lan�ar.

O engra�ado � que eu peguei o livro no fim do ano passado. Devorei at� a metade e, por for�a da necessidade fui ler outras coisas e parei. S� retomei pouco mais de um m�s atr�s, lendo em paralelo com mais dois livros. Demorei muito, mas terminei feliz. Quando li o final, tive que disfar�ar um pouco e enxugar umas l�grimetas que se insinuaram nos meus olhos.

Deve ter sido a poeira. Liga n�o que eu s� falo besteira. Aguarde e n�o deixe de ler esse livro.

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N�o se Esque�a, V� Ver �Memento�

Infelizmente meu amiguinho S�rgio D�vila gastou todas as piadinhas poss�veis de se dizer sobre esse filme em seu �timo artigo na Folha de quinta (leia aqui e aqui, acho que est� na �rea exclusiva do UOL). N�o me sobrou nenhum trocadilho bacana para fazer com o �timo thriller �Memento�.

O que que eu estava fazendo aqui nesse teclado mesmo? O que � isso? Uma foto do ingresso… Ah!!

O filme “Memento” conta a hist�ria de um cara que perde a mem�ria imediata, vivendo num agora eterno. Ele v� uma coisa e se esquece de tudo alguns minutos depois. O �ltimo evento do qual ele se lembra � a morte de sua mulher, nas m�os de um assassino.

C�us!!! Sobre o que estou fazendo nesse teclado? Ah!

“Memento” conta a hist�ria de um cara que perde a mem�ria imediata. Ele v� uma coisa e se esquece de tudo alguns minutos depois. O �ltimo evento do qual ele se lembra � a morte de sua mulher nas m�os de um assassino.

O filme � um quebra-cabe�a em que voc� vai tentando montar a hist�ria do personagem principal com base nas pistas que ele mesmo segue. Para seguir em sua cruzada e pegar o assassino de sua mulher, ele come�a a tatuar informa��es, fotografar coisas e fazer anota��es em pap�is. Voc�, confuso e curioso, vai atr�s dele, sofrendo com sua confus�o e tentando entender o que diabos est� acontecendo.

Ops. Teclado, monitor, Word… Estou escrevendo um texto sobre�

“Memento” � sobre um cara que perde a mem�ria imediata, e ive num agora eterno. Ele v� uma coisa e aesquece alguns segundos depois. Mas se lembra da morte de sua mulher, assassinada.

Voc� tenta montar a hist�ria com base nas pistas que ele segue em sua cruzada para pegar o assassino de sua mulher. Para lembrar-se, ele come�a a tatuar informa��es, fotografar coisas e fazer anota��es em pap�is. Voc�, grudado na cadeira, sofre com a confus�o dele tentando entender o que diabos est� acontecendo.

Dire��o segura, bons atores, hist�ria bem sacada. Mais n�o posso dizer para n�o estragar. O que mais voc� poderia querer do pre�o do seu ingresso? Pode ir sem medo, desde que voc� n�o esteja com medo de botar sua cabecinha para funcionar. E se voc� n�o gostar, � erro seu. Ou voc� n�o entendeu a hist�ria ou esqueceu o que � um bom filme.

Ei. O que eu estou fazendo aqui? “Memento”? O que � diabos “Memento”?

Chegou minha caixinha de DVDs da Buffy

Sinto dizer. Posso decepcionar você, mas adoro “Buffy – A Caça Vampiros”. Foi um passo natural comprar a caixinha com DVDs da primeira temporada da série.

Chegou hoje, comprada da Amazon inglesa, e foi mais barato do que eu sequer imaginava. Valeu cada centavo.

Fico devendo um post para dizer por que diabos eu gosto da Buffy, ok?

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Por que �Preacher� � t�o bom?

Um padre machista e beberr�o, uma ladra e assassina e um vampiro irland�s. Um vil�o assassino fissurado em consolos de a�o inoxid�vel e um f� do Nirvana que d� um tiro na cara, n�o morre e ganha o simp�tico apelido de Cara-de-cu.

Como diabos essa galeria de personagens p�de gerar a revista mais bacana da segunda metade da d�cada de 90?

A primeira coisa que eu posso dizer � que, se n�o fosse �Preacher� eu, que j� colecionai todas as revistas da banca de jornal, quando era moleque, n�o teria comprado uma �nica HQ nos �ltimos quatro ou cinco anos.

Mas, depois de ler algo a respeito de Jesse Custer, o personagem t�tulo, o preacher (pregador, padre) da revista, resolvi dar uma chance a uma edi��o nacional cheia de erros de portugu�s que eu vi na banca.

N�o demorou muito tempo para eu estar absolutamente preso �quilo.

Custer � um padre que vira o reposit�rio de uma entidade chamada G�nese, o cruzamento de um anjo e um dem�nio. Algo t�o poderoso que at� Deus teme.

Como resultado, Deus deixa seu trono no c�u vago, vem vagar inc�gnito na Terra e Custer resolve ach�-lo e obriga-lo a retomar seu lugar.

Com essa premissa, Garth Ennis criou uma verdadeira saga, com um elenco vast�ssimo que prendia a aten��o do leitor.

E prendeu a minha. Eu acompanhei as aventuras de Jesse, sua namorada Tulipa e o vampir�o safado Cassidy e fiquei desesperado quando a revista parou de sair por aqui. A Amazon me salvou. Fui comprando todos os paperbacks (edi��es encadernadas) e lendo avidamente os acontecimentos sinistros que levaram o trio a se separar ap�s um terr�vel cerco no deserto em que Custer foi dado como morto.

C�us? O que aconteceria depois? Comprei todos os paperbacks, mas esbarrei no problema de que ainda faltavam os �ltimos n�meros, de 59 a 66. Foi quando cheguei a Nova York no ano passado e fiz a limpa nas lojas de gibi. Em cada uma eu comprava um n�mero diferente. Me segurei at� ter todas as revistas nas m�os e as li em seq��ncia. Mas faltava o n�mero 66, o �ltimo.

Ali, o criador da hist�ria, Garth Ennis, prometia juntar todas as pontas. Nada ia ficar solto. Eu precisava ler, saber se Custer morre ou n�o (sinto dizer, mas, no fim do n�mero 65, Custer morre…).

Mas a revista esgotou e eu n�o a consegui. L� fui eu para a Internet tentar arrumar a tal revista. Encontrei em um site e comprei s� ela, a postagem foi mais cara que a revista. Mas finalmente a tive em m�os.

O resultado disso tudo � que tenho as edi��es nacionais referentes aos 28 primeiros n�meros de “Preacher”, depois comprei quatro paperbacks e tenho mais oito edi��es originais americanas mostrando o fim da hist�ria. Ou seja, minha cole��o ficou uma zona.

Pior. Como um bom HQd�latra, voltei a ler um monte de revistas. Culpa do �Preacher�, que me exp�s novamente ao objeto de minha fraqueza.

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12 anos depois, um telefone

Semana passada, finalmente consegui que instalassem um telefone na casa da minha m�e. Foi uma espera de mais de uma d�cada. Demorou tanto que, quando chegou, eu j� n�o morava mais l�. Agora, o que era a �minha casa� virou a �casa da minha m�e�.

Perdemos o telefone em 1988 ou 1989, nem lembro direito mais. Ele se foi no meio de uns terrenos que minha m�e, afogada em d�vidas depois da morte do meu pai, vendeu ainda durante o invent�rio. Vi�va inexperiente e meio desesperada, foi enrolada por um advogado espertalh�o (ligado a uma parte podre da fam�lia do meu pai) e acabou deixando que ele colocasse uma linha telef�nica no meio do pacote. Como naquela �poca um telefone era um bem caro, foi lesada.

Na d�cada seguinte, tentamos comprar um telefone em diversos momentos. Mas era caro demais. O equivalente a uns R$ 4.000. Depois, tentei alugar e recebi como resposta da ent�o Telerj que n�o tinha o cabo necess�rio. E assim foi.

No ano passado, finalmente fomos avisados de que a Telemar instalaria um telefone em nossa casa. Recebemos 30, sim TRINTA, visitas de t�cnicos que tocavam o interfone, iam at� a caixa de fia��o e voltavam dizendo que n�o havia sido instalado o cabo de fibra �tica da rua ao pr�dio.

Disseram que a NET estava atrapalhando. Avisamos a NET e eles trocaram o cabeamento (isso, claro, depois de algumas semanas de hesita��o, dizendo que quem tinha que fazer isso era a Telemar). Mas n�o adiantou. Continuamos sem o telefone, semana a p�s semana.

Minha m�e mandou carta para a Anatel, para a Telemar, para os jornais e nada adiantou. Um t�cnico pediu suborno para instalar o telefone. Irritada, ela n�o aceitou.

Ent�o, na semana passada, um t�cnico veio at� a minha casa no que parcia mais uma visita fracassada. Ele verificou a tal fia��o e, como todos os outros anteriores, disse que n�o tinha o cabo de fibre �tica e ia embora quando minha m�e ofereceu-lhe um caf� e contou a hist�ria.

Com boa vontade inesperada o cara verificou uma outra caixa com fia��o de cobre e descobriu que podia instalar uma linha que n�o fosse de fibra �tica. Com uma liga��o obteve a autoriza��o e fez a instala��o. Fez o que nungu�m teve a id�ia de fazer antes e n�o cobrou nenhum extra por isso. N�o aceitou nem pediu suborno e foi embora.

Algo raro no pa�s em que todos querem dar um jeitinho e passar a perna em algu�m. Pena que caras assim s�o cada vez mais raros.

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Marvel Renasce e, bem, Chuta o Balde

Nada melhor no meio de uma crise do que arriscar tudo. Sufocada por problemas no conglomerado do qual � apenas uma pequena parte a Marvel Comics chutou o balde de vez.

No ano passado, o presidente da empresa, um cara chamado Bill Jemas, chamou o Joe Quesada e deu a ele o cargo de Editor Chefe. Em alguns meses, Quesada virou a editora de cabe�a para baixo.

Um dos resultados � o novo Homem-Aranha, de J. Michael Straczynski (o cara que criou �Babylon 5�). Straczynski vinha do enorme sucesso de �Rising Stars� e aceitou escrever o Aranha de olho na visibilidade que vai ganhar quando o filme para o cinema estrear no ano que vem. Mas eu falo disso melhor em um post espec�fico.

Outro � a chegada de Grant Morrison aos X-Men (assunto do post anterior).

De olho em promo��o, em estar na cabe�a dos leitores o tempo todo, Quesada n�o p�ra de inventar golpes de publicidade. O mais interessante deles foi quando lan�ou no ano passado um personagem chamado Sentry. Segundo a Marvel, o her�i fora criado por Stan Lee e um desenhista na d�cada de 40 e nunca fora usado. Com a morte do tal desenhista, sua vi�va mexeu em seus guardados e encontrou o material, que prontamente enviou para a Marvel.

Imediatamente a editora contratou Paul Jenkins para escrever a revista, que foi um enorme sucesso. Mas tudo isso era mentira. Quesada combinou com a �Wizard�, a mais importante publica��o sobre comics dos Estados Unidos, criar essa hist�ria de olho na visibilidade que o personagem iria ganhar.

Semanas atr�s, a Marvel finalmente abandonou o Comics Code. Uma aberra��o fascist�ide criada pelas principais editoras americanas com a fun��o de evitar revistas em quadrinhos com sexo, viol�ncia e drogas. O Comics Code tamb�m tinha o objetivo de acabar com a editora EC Comics, que s� publicava hist�rias com essas caracter�sticas.

Agora a editora vai adotar uma classifica��o e uma censura interna, que ajudar� os pais a escolherem que revistas seus filhos podem ler.

Mas as novidades n�o param a�. At� o fim do ano, a Marvel lan�a um selo adulto e revistas especiais que mais parecem �lbuns horizontais.

De uma empresa conservadora e estagnada, a Marvel virou a editora mais bacana, extremamente disposta a ousar. Quem ganha � o f� de hist�rias em quadrinhos.

Agora, vale perguntar… E a arqui-rival DC no meio disso tudo?

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The New X-Men

Depois de quase 10 anos sem conseguir ler uma hist�ria dos X-Men e gostar do resultado, dei uma chance aos mutantes e comprei �Nem X-Men� 114.

� que Grant Morrison, respons�vel pelos memor�veis 25 primeiros n�meros do �Homem-Animal�, por �Os Invis�veis� e pela fase bacana da �Liga da Justi�a�, entre outras preciosidades, aceitou o desafio do ousado Joe Quesada e pegou a tarefa de escrever a revista.

E n�o decepciona. Promete emo��es em profus�o nos pr�ximos n�meros. Entre as tens�es que v�o se apresentando, Jean Grey e Wolverine finalmente d�o vaz�o ao tes�o encubado que flutua entre eles desde que se conheceram em uma revista qualquer h� pouco mais de 20 anos.

Uma das qualidades de Morrison � sua capacidade de revisar os conceitos velhos e reapresent�-los a voc� de uma forma absolutamente surpreendente. Al�m disso, escreve di�logos muito bem.

Assim, d� para esperar os X-Men usando seus poderes de forma inteligente e inesperada (outra marca de Morrison). Ali�s, com ele os personagens costumam agir de um jeito imprevis�vel. N�o � incomum voc� os ver fazendo algo diferente e pensar como aquilo � �bvio, e se perguntar como foi que ingu�m fez antes.

Com ele n�o tem meio termo. Ou erra feio ou acerta em cheio. A julgar pelo primeiro n�mero, d� para se ter esperan�a.