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Por que Diabos me Deu Pregui�a de Escrever?

Ser� que � fastio? Escrevo no trabalho, logo, escrever mais quando chego em casa n�o parece uma boa id�ia.

Mas eu sei que n�o � isso.

� um abatimento estranho que vai me pegando pelo p�. Uma sensa��o de que n�o adianta mais. Ser� uma depress�o? A tal crise dos 30 da qual falei em um texto anterior?

Ah, se eu soubesse…

Como todo ser humano tenho o direito de ser de fases, de ser complicado e beeeeeem imperfeitinho. Tem semanas em que fico ind�cil para dizer qual � a minha opini�o. Mesmo que voc� n�o esteja interessado ou interessada nela. Noutras, tudo que eu penso � �e da�?

E da� que eu acho que religi�o � uma ferramenta intelectual ultrapassada que s� serve para garantir a domina��o de parcelas menos favorecidas intelectualmente.

E da� que eu acho que o ACM j� foi tarde. Grande id�ia comppartilhada por mim e pelas torcidas do Flamengo, do Corinthians, do G�mio, do Internacional… Ah, claro, as torcidas do Vit�ria e do Bahia, n�o concordam comigo.

E da� que, mesmo pagando minhas contas em dia, n�o sem alguma dificuldade, v�o cortar minha luz?

E da� que as pessoas n�o agem de forma coerente, o bom senso n�o � o senso comum e um livro como �As 48 Leis do Poder�, que ensina voc� a ser um canalha e trair as pessoas que confiam te admiram e gostam de voc�, vira um best seller?

Sim. E da�? Eu e voc� somos s� uma parte inexpressiva da massa. E cada vez importamos menos. Acredite, n�o basta fazer a sua parte.

Voc� certamente prefere que eu escreva um texto edificante (provavelmente voc� quer � que eu n�o escreva mais nada, eu sei) dizendo que juntos conseguiremos nossos objetivos. Que somos fortes, sim. Bl�-bl�-bl�.

Infelizmente, o mundo n�o � aquilo que queremos que ele seja. Ele funciona sem n�s, segue seu rumo. As coisas s�o o que s�o, gostemos ou n�o. Isso significa que podemos fazer muitas coisas, sim. Mas achar que podemos qualquer coisa � de uma inoc�ncia constrangedora.

E fa�a um favor para mim e para voc�. N�o seja inocente. Seja c�tico. No meio de um milh�o de pessoas, sem ser notado, sem que ningu�m se importe com voc�, seja especial.

Funcionou

Bom, ao contrário do que eu disse anteriormente os arquivos do meu weblog estão funcionando, sim. Demorou alguns dias, mas já voltou ao normal. Se você tem algum tempo, dê uma olhada nas bobagens que eu andei escrevendo nas semanas anteriores.

Mais um Jeitinho de Gastar Dinheiro

Você pode já saber disso há muito tempo e me achar um idiota. Mas só ontem me ocorreu que eu posso comprar DVDs na Amazon da Inglaterra.

Se, como eu, você é fã de “Buffy”, “Angel” e “Friends”, é lá que vai encontrar coleções de DVDs com temporadas inteiras dessas séries. Não existem essas caixas nos Estados Unidos, ainda.

Pelas minhas contas, a postagem é mais barata que a da Amazon norte-americana e ainda chega mais rápido, em 7 a 10 dias. O problema é justamente aquela escrotice da divisão do mundo em áreas. Em plena era digital, quando os formatos deviam ser uniformizados para o mercado global, os safados, pensando neles e não em quem devia importar, os consumidores, eu e você, dividiram o mundo de uma forma que uma pessoa do Brasil não possa ler os DVDs da Europa e dos Estados Unidos. É uma idéia tão idiota que foi logo sendo derrubada por alguns dos fabricantes. Assim, muitos dos DVDs brasileiros são multi-área.

Mas, cuidado. Lembre-se de que os sistemas de cor do Brasil e da Europa são diferentes e isso pode dar chabu. Nesse caso, uma boa saída é o DVD player do seu computador. Aqui na terra do PC nenhum bloqueio é eterno. Basta dar um procurada e derrubar essa besteira. Para alguma coisa minha caríssima maquininha tinha que servir, afinal.

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Chiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!

Parece que o defeito do blogspot na semana passada deixou terr�veis sequelas.
Quem tenta acessar o arquivo do meu weblog (os textos colocados aqui nas semanas anteriores) n�o consegue ver nada. Vem uma mensagem de erro.

Baseado em experi�ncias anteriores, acho que esse arquivo se foi. Dan�ou geral. E o pior � que eu tenho s� alguns textos guardados.

� a vida.

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�o-�o-�o O Flamengo � campe�o!!!!!!!!

N�o! � ainda melhor.

�o-�o-�o O Flamengo � TRI-campe�o!!!!!!!!

Legt�timo. Tr�s anos seguidos em cima do Vasquinho.

Quer coisa melhor?

Woooohooooooo!!!

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A Crise Antes dos 30

No �ltimo domingo, M�nica, a minha namorada, que � um ano mais velha que eu, fez 30 anos. Minha vez est� chegando.

M�nica n�o quis festa. Quis passar por isso, esse marco, sem comemora��es, tamb�m por conta da morte de sua av�, a dona Ana, de c�ncer, aos 92.

Dona Ana era incans�vel. Era uma daquelas velhinhas deliciosas, fofinhas, divertidas. L�cida, �vida por jornais, por informa��es e capaz de comentar todos os assuntos, parecia eterna, imposs�vel de derrubar.

Quando soubemos da doen�a dela, eu confesso que achei que ela ia tirar o tumor e viver mais uns bons dez anos. � engra�ado me pegar tendo essas id�ias. Mas somos todos iguais, eu, voc� e os outros. Eu queria muito que o mundo fosse m�gico.

Ela se cansou de sofrer e disse que estava na hora do supl�cio acabar. Acho que quem chega nessa idade ganha meio que o direito de escolher a hora e o lugar. Ela morreu em casa, nos bra�os da M�nica, no dia que disse que tinha chegado a hora.

Ent�o, era compreens�vel que festa n�o fosse uma coisa exatamente desejada pela M�nica. Mas eu achei que, mesmo sem festa, era preciso marcar a passagem para a quarta d�cada vida dela de alguma forma. Minha m�e arrumou um bolinho, umas velas e eu chamei uns amigos. O que, ali�s, seguindo meu padr�o de digress�es cada vez mais despropositadas, me leva a pensar em Paix�o Plat�nica.

Essa semana, durante uma crise do CrisDias, tamb�m pertos dos 30, eu disse para ele o que eu achava de tudo. Os 30 s�o como uma paix�o plat�nica.

Lembra das paix�es plat�nicas. Ou voc� as vive ainda hoje? E por que elas se arrastam por meses, �s vezes anos? Simples, porque quando voc� se declarar a(o) sua(seu) amada(o), se ele disser que �n�o�, o sonho acaba. E �n�o�… � �n�o�. Chegar aos 30 d� essa sensa��o de que o sonho acabou. Toc, toc, toc. A realidade bate � sua porta. � hora de acordar e ir � luta.

Quando eu tinha 18 anos, precisava decidir ser ia ser piloto de ca�a, analista de sistemas, engenheiro ou jornalista. Eu tinha que escolher um caminho e escolhi a an�lise de sistemas. N�o porque fosse realmente o que eu queria para minha vida, mas era o que, naquele momento conturbado, com a grana muuuuito apertada, parecia ser capaz de me dar o sustento.

Pois mudei de rumo no meio do caminho. Com uma ajuda inestim�vel de um amigo larguei tudo e fui fazer comunica��o. Minha vida deu um giro de 180o e aqui estou.

N�o acho que seja t�o f�cil fazer isso hoje, embora n�o seja imposs�vel se reinventar novamente. Mas vai ficando cada vez mais dif�cil. N�o porque tem que ser assim, mas porque nossa organiza��o social e econ�mica nos obriga a seguir esse figurino.

Ent�o a gente come�a a questionar tudo, como se houvesse uma data limite para ser feliz. Estou chegando aos trinta, � hora de decidir o caminho.

O que mais me chamou a aten��o � como tudo mudou. Eu peguei uma foto que tiramos em fevereiro de 1993, eu e M�nica reunidos com nosso grupo de amigos, felizes no fim do ver�o daquele ano. T�nhamos um duro ano pela frente, eu ia mudar minha vida completamente, largar a inform�tica, pedir demiss�o do meu emprego, fazer vestibular para comunica��o.

E eu, ela e todos parec�amos t�o felizes. E n�s est�vamos, porque aquele grupo parecia perfeito. �ramos engra�ados, nos divert�amos juntos, n�o havia brigas, discuss�es. Sa�amos para cinemas, teatros, bares, boates ou fic�vamos em casa jogando Imagem e A��o, Desafino, War, sei l�. �ramos um grupo muito parecido com um que voc� tem ou teve.
Anos depois, eu e M�nica n�o conseguimos reunir nem 10% desse grupo. O Cris est� em Nova York, o F�bio, com a nova namorada, e assim por diante. E n�s �ramos o grupo perfeito.

Aos 13 anos, tive outro grupo perfeito. Jog�vamos futebol, v�lei, jogos de tabuleiro, sa�amos para festas, cinemas. T�nhamos um timinho de futebol e um clubinho ao qual contribu�amos com uma graninha para comprar jogos, bolas de futebol, basquete, v�lei etc. Nenhum deles estava em minha festa do 25. N�s nos encontramos de vez em quando, batemos papo, mas perdemos contato.

Aos 17 fiz parte de outra turma. Essa nem t�o perfeita. Bem ao estilo dos conflituosos grupos adolescentes. Havia um monte de conflitos. Nenhum deses estava na reuni�ozinha da semana passada, embora nos falemos at� hoje. Frustrante.

Vamos em frente, deixando um monte de coisas para tr�s e n�o paramos para recolher os peda�os. Por qu�? � a sede de sucesso ou o processo natural? As carreiras se colocam no caminho? O que atrapalha? As viagens, as mudan�as de cidade ou as de prioridade?

Me desculpe por escrever tudo isso. � que me sinto solit�rio. Estou naquela entresafra em que parece que eu nunca mais vou ter aquela felicidade de estar com os melhores amigos do mundo vivendo algo maravilhoso. Parece que nunca mais vou ter meus queridos amigos e meu grupo perfeito.

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Falta F�lego, Sobra T�dio

T� todo mundo falando no racionamento. Tem muita an�lise inflamada, muita teoria conspirat�ria e pouco esclarecimento. E n�o vou ser eu quem vai dar a resposta final. Nem consigo pensar em alguma coisa inteligente para dizer.

Mas tenho sentido um t�dio pavoroso. Isso tem me feito at� escrever menos nas �ltimas semanas. A sensa��o que eu tenho � de uma irrealidade que d� medo. Parece um daqueles filmes malfeitos, cheios de atores de segunda categoria. Sim, porque s� naqueles filmes eu j� vi situa��es como a que estamos nos preparando para viver.

Em um mundo perfeito, voc� trabalha, ajuda as pessoas, paga as suas contas e deveria ter uma vidinha mais tranquila. No nosso mundo, voc� est� sempre sendo explorado de algum jeito. � injusto.

Como eu j� escrevi mais em cima que n�o tenho nada que preste para dizer, indico a coluna do Fritz Utzeri de hoje. Em termos de indigna��o, ele se saiu muito melhor do que eu e do que aquele textinho que andou rolando pela Internet nesta semana. Aquele que diz que dever�amos chutar o balde e gastar energia sem dar ouvidos ao governo.

Chutar o balde… Gostei.

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Manual do Cara-de-pau

A exist�ncia do livro de auto-ajuda � um fato interessante, quase incompreens�vel. Milh�es de pessoas compram um exemplar achando que s� elas v�o saber aquilo que est� ali dentro. � uma id�ia est�pida.

H� o outro caso, no qual o leitor, achando que est� de posse de um segredo capaz de faz�-lo dominar o mundo, ao ver uma outra pessoa com o mesmo livro, fica ressabiado, desconfiado.

Quando eu era moleque lembro de como alguns amigos ficaram com medo de um dos caras que tinha comprado uma p�rola chamada �Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas�.

Pois h� alguns meses travei contato, por meio de um amigo, com um livro de auto-ajuda camuflado de coisa s�ria. O nome, para voc� anotar cuidadosamente, �As 48 Regras do Poder�.

O mais que estimado amigo me recomendou afirmando que o livro era �timo, que falava a mais pura verdade, e que n�o era auto-ajuda, n�o. Passei na Letras & Express�es de Ipanema e perguntei pelo livro. O vendedor disse que tinha acabado, depois de olhar na estante de filosofia.

Diabos. Quando ele disse que o livro ficava na estante de filosofia, eu acreditei. Devia ter desconfiado de um livro de filosofia que acaba nas prateleiras. Algumas semanas depois, num in�cio de m�s (aquele perigoso per�odo em que voc� recebe seu sal�rio e est� pensando em como esgot�-lo da forma mais r�pida) fui na livraria Cultura, em S�o Paulo, e no meio de algumas comprar, resolvi levar o livro.

Para que, amigo leitor? Para qu�? O que vou dizer nas pr�ximas linhas vai at� me deixar mal com esse grande amigo, mas eu preciso escrever isso, ent�o pe�o desculpas a quem se ofender. N�o � nada pessoal.

Mas � que esse livro � um leg�timo manual do cara-de-pau. Ensina voc� a manipular seus amigos, trair, mentir, dissimular e destruir pessoas. Sem a menor cerim�nia, diga-se de passagem.

� um lixo. As �nicas coisas interessantes s�o as passagens hist�ricas que o autor (um ex-editor da �Esquire�) usa para tentar sustentar sua ret�rica. D� raiva.

Como � que algu�m pode escrever em algum lugar que, para ter sucesso em sua vida voc� precisa ser a melhor tradu��o de um canalha dissimulador? O pior � que quem l� isso acha que, sim, � s� assim que se consegue algum sucesso na vida.

Desculpe-me, mas � um ledo engano. Conhe�o muitas pessoas que foram vencendo sem precisar trair os amigos, mentir, prejudicar as pessoas ao seu redor. E considerando que eu acho que tenho ido muito bem at� agora e n�o sacaneei ningu�m para conseguir as coisas, acho que sou um bom exemplo de que essa fal�cia da canalhice como �nica sa�da para o sucesso � s� a prova de que as pessoas nunca se v�em como vil�s. Elas s�o capazes at� mesmo de criar o conceito de que ser um grande canalha, � apenas parte do grande jogo da vida. Uma pena.

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Uma bandinha qualquer

Em mais um daqueles fen�menos mercadol�gicos sensacionais aquela estupenda banda da Ge�rgia, o REM, foi capa de todas as revistas importantes de m�sica ao mesmo tempo. Compreens�vel, j� que � um dos grupos de rock mais bacanas e �ntegros da �ltima d�cada.

Conseguir assinar com a Warner e continuar fazendo seus disquinhos do jeito de sempre, sem perder o jeito, � algo a se louvar. Mas vamos parar por a�, porque se eles querem mesmo ser uma banda boa, n�o fazem mais que sua obriga��o (ohhhhhhhhhh, escrevo isso ouvindo o �ltimo disco deles e quase chorei no show divino do Rock in Rio).

Mas o que me fez escrever isso foi uma notinha que li em um monte de lugares, a de que Michael Stipe, o letrista, vocalista, l�der, sei l� o que do REM, finalmente assumiu que � gay, homossexual, queer (seu adjetivo preferido), bicha.

O REM � bacana, mas, em um momento como esse, Stipe fez seu grupo de rock parecer uma bandinha qualquer.

As palavras �finalmente� e �assumiu� foram usadas principalmente nas notas brasileiras. S�o uma contamina��o do cancro que s�o as revistinhas de fofoca. Essas coisas podres que d�o emprego a um monte de colegas meus. Como assim finalmente? Como assim assumiu?

Por que isso? Ele tem que assumir por qu�? E o finalmente quer dizer que ele tinha que ter assumido antes? Vai entender a estupidez alheia. Essa mania de nem pensar, de ceder aos nossos instintos mais est�pidos e b�sicos, de querer saber o que diabos o cara faz entre quatro paredes e ainda achar que ele tem a obriga��o de dividir isso com o p�blico. Desculpem, amigos, mas ele n�o tem.

Algu�m vai dizer que � importante que caras como ele assumam para mostrar que isso � uma coisa normal. Que h� homossexuais em todo lugar. Mas isso s� me irrita mais. As pessoas n�o tem que dizer o que s�o, elas s� n�o deviam fingir que s�o o que n�o s�o. Ia ajudar muito.

Tome como exemplo um certo apresentador de TV brasileiro que adora aparecer com mulheres em p�blico para criar not�cias a seu respeito sobre supostas novas namoradas. Por que isso se ele � gay? Por que tentar desesperadamente parecer algu�m que ele n�o �? Esse � um daqueles casos pat�ticos de pessoa preconceituosa ao extremo, que nem consegue aceitar seus pr�prios desejos e instintos.

E da� vem a outra pergunta. Por que, afinal, ele �assumiu�, ent�o, que � gay? Pois � isso que fez dele um cara qualquer. Ele disse isso por dois motivos, porque os incans�veis rep�rteres perguntaram e porque, depois de vendas apenas razo�veis dos �ltimos discos, � hora de vender bem, de chamar a aten��o. � hora de fazer revela��es bomb�sticas que gerem not�cias de jornais e de revistas. Pronto, Michael Stipe saiu do arm�rio.

Uma pena. Eu preferia quando ele n�o dava satisfa��o a ningu�m. S� ia l� fazer suas letras lindas e cagava para toda essa mediocridade. Quando as pessoas entenderem que n�o existe homossexualismo, que isso � um r�tulo criado por n�s para tentar separar as coisas e anormaliz�-las, esse vai ser um mundo melhor.

Agora, se, como prova de que somos todos uns idiotas, quem ler este post vier me perguntar se eu � que sou gay, queer, bicha, homossexual, viado, eu vou fazer quest�o de mandar � merda. A pessoa s� vai ter provado que n�o entendeu o ponto aqui. Me poupem dessas perguntas idiotas, ok?

Arquivo X, mais um ano

Nossa, faz tanto tempo que eu não escrevo aqui que até encontrei poeira.

“Arquivo X” nitidamente se diluiu, perdeu grande parte de sua graça. Mesmo assim, os executivos da Fox anunciaram que a série terá mais 24 episódios na próxima temporada. Sem David Duchovny, o herói da história, com Gillian Anderson, seu interesse romântico.

Eu já falei sobre isso antes, mas não custa repetir. A serialização, embora renda produtos muito bacanas (“Buffy” e “Angel” são perfeitos para o gênero), é em si danosa quando você não sabe a hora certa de parar.

“Arquivo X” é um bom exemplo. A série funcionou em cima de uma boa trama de fundo que ligava os episódios e a partir da química entre o casal de protagonistas. Mas, mesmo antes do protagonista David Duchovny resolver que não aguentava mais fazer o programa, já mostrava sinais de cansaço.

Então para que produzir o nono ano? Para que a gente seja brindado com aqueles episódios sem importância, com aquelas idéias recicladas que já não têm o menor apelo?

É uma pena. Se hoje em dia em nem vejo “Arquivo X” direito mais, porque está muito chato, imagine ano que vem, quando não haverá nem o atrativo de descobrir o que, afinal, aconteceu com o herói da história.