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Seja bem-vindo. Este é o blog do jornalista Alexandre Maron. Aqui você vai encontrar textos sobre assuntos que vão de cultura pop a política, de religião a video games. Há também meu histórico profissional e meu portfolio. Conheça meus outros projetos.

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Uma discuss�o sobre os princ�pios

J� vi o filme h� algumas semanas, mas, se eu deixar �Traffic� passar em branco, n�o vou me perdoar.

O filme � s�rio, sem um pingo de humor, e mostra diversos cen�rios do mundo contra e a favor das drogas, n�o necessariamente da guerra, que � o que muitas reportagens dizem.

Porque, se a guerra contra as drogas � o cen�rio de fundo, � s� isso que ela fica sendo. O filme �, antes de tudo, um intenso conflito de princ�pios e de v�cios.

Do policial mexicano, que embora conviva com a necessidade do jogo de cintura para sobreviver, consegue se manter �ntegro. E por que se manter �ntegro em um lugar onde o crime prolifera e onde s� parece poss�vel triunfar o corrupto? Do juiz que n�o consegue se comunicar com a filha que mergulha na autodestrui��o.
Da mulher gr�vida que, ao descobrir que o marido � um traficante, resolve assumir os neg�cios dele par manter seu padr�o de vida. Dos agentes da narc�ticos que tentam usar o depoimento de um traficante para colocar outro na cadeia.

O que move esses personagens? Os princ�pios ou a sua aus�ncia?

�Traffic� fala tamb�m das diversas formas de v�cio. H� os viciados em cigarros, em ordem (os policiais?), os viciados em bebida (o juiz, de Michael Douglas) e os viciados em dinheiro, consumo, conforto (a mulher gr�vida).

Steven Soderbergh, o diretor, sabe conduzir os atores muito bem. Tira boas atua��es de Michael Douglas e da bela, por�m inexpressiva, Catherine Zeta-Jones. E funcionou como ve�culo do inevit�vel Oscar que Benicio Del Toro tinha que ganhar um dia. O homem comp�e tipos como poucos e j� era comentado h� anos nos bastidores. Seu pr�mio era pule de dez.

Como o filme tenta ser quase uma reportagem, n�o d� espa�o a grandes discursos edificantes, mostra a��es de uma forma que tenta ser neutra. Talvez seja um dos seus poucos pontos fracos. Tomar partido tentando fingir que n�o o tomou.

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