Os garotos e seus brinquedos…

Além de perder horas conhecendo alguns jogos bacanas de computador nas últimas duas semanas, desde que meu computador novo chegou, agora estou me divertindo com coisas novas. Sim, os garotos não conseguem esquecer de seus brinquedos.Ontem chegou minha caixinha da Amazon com o RPG “Marvel Super Heroes”, o livro “The Amazing Adventures of Cavalier and Clay” (do mesmo autor do livro “Wonder Boys”, conhecido no Brasil por “Garotos Incríveis”) e o paperback de “The Authority”, que é um dos gibis mais elogiados do momento.

O Marvel comprei por um motivo curioso. Nem jogo mais RPG, porque não tenho mais grupo de jogo, mas adoro ler os livros com detalhes de criação de aventuras, personagens etc. Além do mais, como tradicional leitor de gibis, eu queria ter esse negócio faz tempo. Para ver o site oficial, clique AQUI.

O “The Amazing Adventures of Cavalier and Clay” conta as aventuras de dois jovens que criam uma revista em quadrinhos em plena era de ouro. É um romance que ficou semanas naquela tão falada lista do New York Times, então deve ser bom. Mas eu comprei mesmo porque um amigo me sugeriu.

O teceiro É “The Authority”, do Warren Ellis. É um gibi convencional, do mainstream mesmo, só que escrito por um louco. Boa coisa tem que sair.

Quando eu tiver tempo de mudar esse template para um site de verdade coloco imagens por aqui.

Cientistas brigam sobre número de genes dos humanos

Essa busca pela decodificação do genoma é fogo. Como todo mundo acha que a tecnologia será o eldorado do século 21, um monte de respeitáveis senhores de avental arregaçou as mangas e resolveu brigar pelos seus milhões.

Tem o Craig Venter, da Celera Genomics, Francis Collins, da Human Genome Project, e um monte de companhias menores brigando por uma migalha que seja dos bilhões que, estima-se, o setor vai movimentar nos próximos anos.

Assim, como há diversas novas empresas na área de biotecnologia e genômica (manipulação de genes), elas estão brigando para aparecer nos jornais com alguma frase de efeito. É um jogo mesquinho. Veja bem, quando todo mundo da “comunidade científica” começa a falar mal do projeto da Celera Genomics, por exemplo, espera-se que suas ações despenquem.

Esse efeito curioso é uma das grandes discussões atuais da bioética. Levar a ciência para um campo empresarial pode ser fatal para o desenvolvimento. Sim, porque no mundo do sobe e desce das cotações da bolsa, mais importante do que estar cientificamente certo é parecer cientificamente certo.

Para quem está imerso em uma economia neoliberal, entender por que isso é ruim é muito difícil. Mas eu vou começar pelas universidades. Uma das grandes idiotices do nosso governo foi adotar a idéia de formar para o mercado. Isso é o mesmo que matar o nosso futuro. Quando criamos um curso para suprir necessidades de mercado, estamos cortando e inibindo a criatividade inerente à atividade acadêmica. Acreditem, as pessoas gostam de dizer que a faculdade é cheia de caras que só ficam ali, naquele ambiente protegido, sem precisar se preocupar com mais nada. É uma grande besteira.

Embora existam os sangue-sugas (existem em qualquer lugar, afinal) o sistema cuida de criar conhecimento. Essa é a principal função de uma universidade. É de lá, da academia, que saem as grandes idéias, os grandes pensadores. O ambiente efervescente estimula. Mas uma universidade voltada para criar robôs teleguiados prontos para o mercado, só isso, não dá. É muito pouco. Se você quer só um emprego, faça um curso profissionalizante. Tem um monte por aí.

O grande efeito dessa pesquisa apenas atrás dos interesses comerciais é que num mundo como esse, ninguém perde tempo procurando a cura de uma doença que mate poucas pessoas. Na lógica comercial, os caras pensam que não há retorno em pesquisar e desenvolver uma droga que “só vai salvar umas 100 vidas por ano”. Como assim? E seu for eu ou você, e se for seu irmão ou seu(sua) namorado(a)? O detalhe bizarro é que milhares de descobertas saíram de pesquisas feitas para desenvolvimento de outros produtos. Pesquisar é importante porque cria novas possibilidades, novas perguntas. Pesquisar para o mercado limita tudo.

Assim, voltamos ao assunto inicial. Os caras estão brigando para definir quantos genes temos no corpo. São 35 mil, 75 mil, 90 mil ou 150 mil? A cada declaração jocosa de um, o outro é colocado em questão, uma piadinha tenta desmerecer seu projeto. O que é preciso ter em mente é que o mapa não basta, vamos precisar de mais alguns bons anos de pesquisas para saber o que fazer com esse esquema.

Atolado

Desculpe não ter avisado, mas o atolamento com o fechamento da nova revista de programação da Net está sendo pauleira pura. Mas eu e toda equipe da revista estamos ansiosos para ver o resultado do nosso trabalho dos últimos seis meses, então a dedicação tem que ser total. Acho que a coisa só vai se normalizar na próxima semana.Enquanto isso, escrevo quando der.

As namoradas e a tirania

Ontem uma coisa muito curiosa aconteceu. Acostumado a editar as coisas, achei que a nota que eu tinha colocado no último sábado no meu weblog sobre minha namorada estava fora do tom e do estilo, na comparação com as outras notas.Assim, apaguei a nota. É um recurso normal previsto na interface extra-simples do blogger. Qual não foi minha surpresa quando comecei a receber e-mails dizendo que eu apaguei porque minha namorada mandou.

Engraçado isso, né? Primeiro significa que tem gente lendo o meu blog, muito obrigado. Segundo significa que nossa visão da forma como as namoradas agem é muuuuito parecida.

A gente sempre tende a vê-las como tiranas mimadas (olha mais um rótulo feminino idiota aí, Marcela).

Namoro a Mônica há muitos anos e estou me mudando para que moremos juntos. Na verdade, ela, moça amorosa, resolveu se mudar para São Paulo para ficar comigo (havia uma boa oportunidade profissional amarrada nisso, mas eu prefiro a versão romântica). Uma das boas características dela é não se meter em assuntos irrelevantes. Acreditem, isso evita brigas homéricas entre um jovem nerd como eu e minha namorada.

Ela mal notou que eu tinha colocado a nota. Aliás, só notou mesmo depois que eu já tinha tirado, foi quando ela foi olhar seu e-mail e viu que tinha recebido uma pá de mensagens dizendo que blogar é muito legal.

A coitada foi culpada sem nem saber do quê. Então eu deixo bem claro, fui eu quem colocou e quem tirou a tal da nota. Assim como dessa vez, pretendo usar o recurso de deleção em outros momentos no futuro, quando mudar de idéia sobre a utilidade de uma nota. Essa é a beleza de não estar em um ambiente impresso como uma revista, onde, quando saiu, saiu. Não há nada mais a fazer.

Então está combinado que ninguém vai dizer mais que a Mônica é tirana, né?

(pronto, Mônica, pode abaixar o rolo de macarrão agora, eu disse tudo o que você mandou, benzinho?)

Mais perto de Deus, por um precinho módico

Deu no Terra: Parque temático sobre Cristo é inaugurado na Flórida

Se você acha que tem estado meio desligado de sua fé ultimamente, sempre quis ter um encontro com Deus, mas acha igrejas um pé no saco e Jerusalém meio perigosa, já pode falar com seu agente de viagens. Está sendo aberto um novo parque temático na Flórida: o The Holy Land Experience, ou Experiência da Terra Santa.

Sim, amigos. É um parque temático cristão. Para quem se chocar com a idéia, que diabos (ops!!!!), deve ser no mínimo engraçado! Nada de visitar aqueles parques do demônio como Disney, Universal ou MGM.

Belas e burras

É duro, por que é tão raro ver mulheres bonitas que não sejam burras?

É sensacional a forma como, apesar de a gente querer eliminar certos preconceitos a realidade nos estapeia. Para ver o nível intelectual das mocinhas bonitas (e algumas nem tanto) do nosso Brasil varonil, dê uma olhada nas HPGirls. Leia os perfis, é inacreditável…Destaque para uma tal de Aline Farias Rodrigues, cuja religião é “ispiritismo”. Oh, my god!!!!!

Por isso é que eu digo, se você encontrar uma mulher bonita e inteligente (de verdade, só CDF não vale) me avisa. Vou fotografar e gravar entrevista que isso é raro. Se a gente não fizer isso , quem vai acreditar?

Computadores “erodem” o uso de ideogramas

Deu no NYT: In China, Computer Use Erodes Traditional Handwriting, Stirring a Cultural Debate

Os chineses começaram a notar que o uso de computadores está afetando sua caligrafia. Agora imaginem só. Se eu, que escrevo nesses caracteres tão simples, já me enrolo hoje em dia e cada vez mais produzo garranchos, imagina eles com aqueles caracteres elaboradíssimos?

Acho que toda vez que uma forma cultural dessas começa a ser ameaçada de extinção devemos ficar preocupados. Mas não vamos cair no caminho fácil de dizer que “isso é um absurdooooo!!!!!”. Afinal, a escrita iconográfica oriental surgiu assim como é hoje? Não sofreu mudança nenhuma (nenhuminha) nos últimos séculos? É um papo repisado, mas nunca podemos esquecer que a integração dos computadores em nosso cotidiano é uma mudança de paradigma brutal.

Vejam os jornais. Não existe hoje nenhum grande jornal que possa ser fechado se acabar a energia. Digo: sem luz e sem gerador, ninguém escreve nos computadores, ninguém monta as páginas, o parque industrial não funciona… Não tem como voltar atrás. Não há 200 máquinas de escrever na garagem esperando por uma emergência dessas. Não há material guardado que permita a composição das páginas manualmente. Pára tudo.

Isso é ruim?

Eu acho que a informatizão das redações, por exemplo, é boa. Mas acho também uma pena que certas culturas tão sofisticadas como a escrita ideográfica (é isso mesmo?) dos chineses esteja sofrendo com a chegada da informática ao país. Mas, como eu disse, em certos casos, não há volta. Se isso é o efeito que a chegada dos computadores causa em sua caligrafia e eles não estão dispostos a abandonar os computadores e os teclados, então a melhor coisa é não negligenciar a cultura. Tê-la registrada de alguma forma.

Sempre haverá quem não vai ter o menor interesse nessas culturas ou utilizações culturais que vão desaparecendo ou sendo modificadas. E sempre haverá quem terá muito interesse. É um sentimento compreensível e importante, mas é importante não resvalar em um saudosismo raso. O que tem de ser avaliado é se uma cultura está invadindo a outra, se o processo é predatório. Não podemos ignorar a dinâmica histórica, a forma como as diferentes culturas se influenciam.