Ameaça zumbi em um shopping britânico

Os zumbis se aproximam do ponto máximo de fadiga. Mas tudo bem, como eu adoro zumbis há décadas, eles nunca vão deixar de ser os monstros do meu coração. Ainda mais diante da possibilidade de ir a Reading, uma cidade próxima de Londres, e enfrentar três horas de horror dentro de um shopping abandonado e tomado por comedores de cérebros. Isso sim é diversão!!

Diga-me o que jogas

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Grandes jogos dizem muito sobre o desenvolvimento e sofisticação de um grupo social. Jogar é ser capaz de entender processos, procurar padrões e, a partir daí, planejar e modificar suas estratégias para enfrentar certas situações. Imagine só: por que será que os alemães são tão bons com jogos? Por que adoram tanto o assunto?

Por que será que os RPGs (role-playing games), o jogo-software por excelência, se desenvolveram de forma tão poderosa nos Estados Unidos, enquanto tantas inovações estavam sendo feitas no terreno de software? RPGs eram a manifestação máxima da inventividade daquelas pessoas naquele tempo. Sua imaginação era tão fértil e sem limites que foi preciso criar um jogo sem nenhuma amarra.

E esses jogos deram origem a classes profundamente sofisticadas de videogames, duas gerações depois.

Enfim, meu ponto, minha defesa da necessidade de darmos mais importancia a jogar muito jogos melhores tem a ver com o tipo de pessoa que sai de uma sessão de um bom jogo. Você aprende a identificar problemas, desenvolver estratégias, errar e corrigir seus erros muito rápido. Você se torna, no limite, um profissional mais preparado pros desafios.

Penso nisso em relação a todos os tipos de jogos, de tabuleiro a videogames. Mas estou falando aqui de forma mais específica dos jogos de tabuleiro. Os charmosos dinossauros analógicos do mundo do entretenimento.

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Awake: Vidas paralelas

Eu posso imaginar nas próximas semanas as comparações com Lost, as questões sobre purgatório, coma, morte, vida e severina.

Não me importo.

Awake tem uma daquelas premissas que são difíceis de explicar, mas vistas no ambiente narrativo da série, são rápidas de entender. Essencialmente, um policial sofre um acidente com a esposa e o filho. Ele tenta restabelecer sua vida e seu trabalho, mas enfrenta um problema: ele e a esposa lidam com a morte do filho. Mas quando ele se deita ao lado dela e fecha os olhos, acorda numa outra vida em que foi ela que morreu e o filho que sobreviveu. E é o menino que tenta lidar com a perda da mãe.

Qual dois dois mundos é real? Se é que há um mundo real? Em cada um dos mundos, ele tem um parceiro diferente, um terapeuta diferente que reage de forma diversa a esses fatos. E, pior (ou melhor), as histórias das duas realidades se entrelaçam e forma que ele usa as informações de um mundo para resolver casos no outro.

Em séries, o mundo que você sugere é o que faz a diferença. Quanto mais rico e cheio de possibilidades for esse mundo que os autores criaram, mais potencial tem o seriado de gerar histórias fantásticas. Dá para perceber um enorme campo de temas e situações que deverão ser exploradas na série. O que acontece com a simetria dos mundos se o personagem passar um, dois dias sem dormir por conta de alguma situação limite? No mundo em que ele perdeu a esposa, haverá espaço para romance do protagonista? E se houver? Seria isso um adultério, já que ele está casado quando fecha os olhos e pula pro outro mundo?

Awake já é, pra mim, a série mais interessante do ano. Como eles vão fazer para sustentar esse conceito me intriga profundamente e já me deixa ansioso para ver como serão o segundo, o terceiro, o décimo episódios.

Left 4 Dead – Vídeo interativo

É “velho”, mas é muito legal.

O vídeo é um doss muitos que usam a tecnologia do You Tube de oferecer links diretos entre vídeos para fazer uma versão contemporânea dos velhos livrinhos de enrola e desenrola.

Pinterest: tenho mesmo que usar?

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Eu tenho uma conta no Pinterest há bastante tempo. Mas usar que é bom, eu quase nunca usei. Digo, eu vou lá, olho o que foi “pinado” de vez em quando, mas simplesmente não consegui incorporar na minha rotina, na minha forma de navegar.

Só que a rede foi descoberta há algumas semanas pelo público e subitamente eu recebo todos os dias avisos de que fulano está me seguindo. E começa uma espécie de auto-pressão para que eu passe a usar o Pinterest, afinal “o que as pessoas que me seguem no Pinterest vão pensar de mim se eu não “pinar” nada de legal?”

Eu tenho sempre o hábito de experimentar coisas novas. Mas muitas vezes não passo da fase inicial de várias apps, sites e serviços por dois motivos:

1. Na fase inicial muitos serviços são simplesmente mal desenhados e não conseguem se provar úteis. Veja o caso do Path. Uma idéia legal que demorou mais de um ano para achar um caminho e, mesmo asim, não tem grande utilidade. Mas gerou uma app linda que quase ninguém realmente usa.

2. Não há muito espaço para mais e mais coisas no meu cotidiano. Só vai se incorporar o que for muito, muito genial, util.

Assim, alguns serviços eu vou acompanhando de perto para ver quando se tornam úteis. Parece que o momento do Pinterest chegou. Mas, escaldado que sou, vou ser cético e esperar que o negócio realmente decole e prove seu valor.

Assassins Creed 3 está chegando


(Preview da próxima capa da Game Informer)

Eu sou fã da série e estou ansioso. Mas aguento esperar porque, veja só, Mass Effect 3 estréia em alguns dias. Uau!

O jornal do futuro é mais ou menos assim

Há muita espuma e muita discussão sobre como os jornais vão sobreviver às intensas mudanças nos hábitos e gostos dos leitores por conta dos avanços tecnológicos.

Pouca gente sai da discussão à ação. Coloque aí o NYT, o Finacial Times e o Guardian. O último é justamente o menor dos três, mas, audacioso, vem crescendo e ganhando força. A Internet fez bem ao Guardian e o Guardian é bom demais justamente na Internet.

Essa campanha, genial, é só a ponta do iceberg. Se você quer saber mais sobre a abordagem do Guardian ao que eles chamam de Open Journalism, precisa acompanhar tudo na seção que ele construíram especialmente para discutir o tema.

O Artista é tão legal que me fez até querer escrever aqui de novo


(Jean DuJardin e Bérénice Bejo, em O Artista)

Meu último post foi escrito no dia 12 de outubro. Muito tempo atrás. A maior pausa desse blog até agora.

Mas aí… Aí eu deixo para ver The Artist algumas horas antes do Oscar e me dá, depois de tanto tempo, vontade de escrever de novo. Porque The Artist tem a ver com tudo que estamos vivendo. Tem a ver com minha, sei lá, crise dos 40. Tem a ver comigo e, provavelmente, tem a ver com você.

The Artist é um filme mudo em preto e branco e eu lembro de ler numa Entertainment Weekly de algumas semanas atrás o depoimento de uma atriz dizendo que não daria o Oscar a um filme como esse porque não representa a Hollywood de hoje. Ai, ai.

Como assim? The Artist é algo que representa com perfeição o que vivemos hoje. Porque fazer o filme assim, mudo (ou quase) em preto e branco, é uma escolha puramente artística, estética, narrativa. Uma escolha que outros artistas, em outros tempos, não tiveram. Antes da cor, do som, do cinemascope, dos efeitos especiais, da computação gráfica, do som Dolby, THX o que for. Antes da captação e projeção digital e do 3D de filmes como Hugo Cabret e Avatar. Cada projeto e cada tempo têm suas dificuldades e desafios. Mas há algo fascinante em fazer as escolhas certas quando você tem tudo nas mãos.

Quase qualquer pessoa hoje tem acesso a um lápis ou a um computador. Mas são poucas as pessoas capazes de escrever algo que seja incrível. Milhões têm máquinas fotográficas, mas quantos podem tirar fotos realmente fantásticas? O mesmo com filmadoras, e violões e guitarras e tudo, tudo mais. As ferramentas são só parte da equação. O grande equalizador, no fim, é o talento.

E talento é algo sobre o qual dá sempre vontade de escrever.

A dura vida dos heróis do mundo real

Quando eu tinha 13 anos (é 13, eu era bobo assim mesmo), imaginava como seria se eu lutasse contra o crime.

No mundo real, sem efeitos especiais, fios ou dublês, diferente de Homem-Aranha ou dos Vingadores, é mais ou menos assim:

Phoenix Jones Stops Assault from Ryan McNamee on Vimeo.

Vamos levar em conta que o vigilante em questão é um lutador desconhecido de MMA chamado Ben Fodor. O cara sai pela noite de Seattle fantasiado desse jeito e ainda leva um cameraman a tiracolo? Será que ele não queria aparecer um pouquinho? No caso dele, ser preso e ver a notícia se espalhar foi a melhor coisa que aconteceu para a carreira. Então, em vez de chamar esse vídeo de real, vou usar outro termo: realista.

Joss Whedon e os Vingadores, agora sim

Eu adoro Joss Whedon. Tem a mão dele em coisas incríveis: Toy Story, Buffy, Firefly e agora os Vingadores, que promete ser o maior filme de super-heróis de todos os tempos (ou o maior fiasco da história…).